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Estado de Minas Negligência

Falta de manutenção é principal causa de incêndios em veículos, apontam bombeiros

De janeiro a agosto, bombeiros da 2ª Cia Independente de Barbacena atenderam 79 casos; somente na última sexta-feira (25), dois acidentes graves nas BRs 265 e 040, com explosão das cargas transportadas por caminhões, causaram morte e destruição


22/09/2020 19:07 - atualizado 22/09/2020 20:07

No incêndio de sexta-feira (18), na BR-265, a carreta carregava 30 mil litros de etanol, chocou-se contra paredão de pedra e pegou fogo(foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros de Minas Gerais )
No incêndio de sexta-feira (18), na BR-265, a carreta carregava 30 mil litros de etanol, chocou-se contra paredão de pedra e pegou fogo (foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros de Minas Gerais )
De janeiro a agosto, apenas na área atendida pela 2ª Companhia Independente dos Bombeiros de Barbacena, na Zona da Mata, houve 79 ocorrências de incêndio de veículos diversos, por vários motivos, quase 10 chamados por mês. Somente na última sexta-feira (25), dois acidentes graves, nas BRs 265 e 040, provocaram morte e destruição devido à explosão das cargas transportadas – 30 mil litros de etanol e cerca de mil botijões de gás de cozinha. 

Em todo o estado, de janeiro a agosto, foram 1.239 ocorrências de incêndios em veículos automotores, 20 em caminhões tanques, 29 em maquinários agrícolas e três em vagões ferroviários. No início da noite dessa segunda-feira (21), os bombeiros de Conselheiro Lafaiete atenderam mais um caso: um carro pegou fogo na garagem do dono e foram necessários quase 700 litros de água para debelar as chamas.
Na noite de segunda-feira (21), os bombeiros de Conselheiro Lafaiete foram chamados para atender a ocorrência de incêndio em um carro na garagem de casa(foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros de Minas Gerais )
Na noite de segunda-feira (21), os bombeiros de Conselheiro Lafaiete foram chamados para atender a ocorrência de incêndio em um carro na garagem de casa (foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros de Minas Gerais )

Além da perda material, o tenente da 2ª Cia Jaime Tomás, destaca a gravidade desse tipo de acidente, devido ao tipo de material exposto ao fogo e, muitas vezes, a atitude dos donos dos veículos. 

“As pessoas não têm o treinamento adequado para agir e, por terem um extintor nas mãos, acreditam que podem salvar o bem material. Lembre-se, primeiramente, salve sua vida. É muito arriscado tentar resgatar documentos, carteira ou qualquer outro objeto deixado no interior do carro, porque tudo ali é, altamente, inflamável”, ressalta. Ele se refere às borrachas, plástico, estofamento, metais, pintura, parte elétrica, combustível, enfim, todos partes integrantes dos automóveis. 

Como principal causa dos acidentes, o tenente reforça a falta de manutenção dos veículos e define um check-list básico para evitar as ocorrências. Primeiramente, é necessário verificar, periodicamente, a parte elétrica, cabos de baterias, se há fios desencapados e o estado das caixas de fusíveis.

É importante também dar atenção redobrada à instalação de acessórios como ar condicionados e alto-falantes e optar por contratar mão de obra especializada para fazê-lo. Verificar possíveis vazamentos de óleo e combustível e ficar atento aos reservatórios e mangueiras, que podem se danificar com o tempo.

Uso do extintor


O uso do extintor de incêndio tornou-se obrigatório com a edição do Novo Código de Trânsito, a partir de 1998. Entretanto, em 2015, a Resolução 556, do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) tornou seu uso facultativo. 

Para o tenente, é importante saber usar o equipamento. Ao tentar apagar o fogo do motor, nunca abra o capô por completo, de uma só vez, pois as chamas, em contato com o oxigênio, vão aumentar. “É preciso ter controle emocional e ir subindo o capô, lentamente, aplicando os jatos cada vez que abre, um pouco, mais o compartimento, para apagar, em etapas o fogo. Do contrário, as labaredas podem vir, de uma vez, para cima da pessoa”, salienta. 

O extintor deve ser do tipo A, B, C, capaz de combater o fogo em partes sólidas, elétrica e combustível e tem validade de cinco anos.


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