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Estado de Minas MAIS UMA CIDADE

COVID-19: Confins registra primeira morte pela doença

Idosa de 94 anos foi hospitalizada por outra enfermidade e descobriu, durante internação, que tinha sido infectada pelo coronavírus


16/09/2020 18:44 - atualizado 16/09/2020 19:56

Cidade tem menos de sete mil habitantes e tem confirmados apenas 44 casos de coronavírus(foto: Wikipedia/Divulgação)
Cidade tem menos de sete mil habitantes e tem confirmados apenas 44 casos de coronavírus (foto: Wikipedia/Divulgação)
Confins, cidade na Grande BH e que abriga o Aeroporto Internacional, tem pouco menos de 7 mil habitantes e até esta quarta-feira não tinha casos fatais em decorrência da COVID-19. Mas a morte de uma idosa de 94 anos colocou a cidade nas estatísticas de óbitos da pandemia nesta quarta-feira (16).
 
A senhora foi internada em Belo Horizonte, no último dia 6, para realizar um tratamento de uma outra enfermidade. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, durante a estadia dela no hospital, os médicos identificaram a contaminação por coronavírus. Após oito dias internada, a idosa veio a falecer devido a complicações provocadas pela COVID-19.
 
No último dia 1º, Confins possuía 37 casos confirmados de COVID-19, número 20% menor que o atual, o que confirma que a doença continua em crescimento na cidade, que não aderiu ao plano Minas Consciente para a reabertura gradual das atividades econômicas.
 
De acordo com o secretário municipal de Saúde, Weslei Denis Ramos, todos os familiares da idosa estão sendo monitorados. Ela morava em uma casa que dividia terreno com outras duas. Mas, segundo Ramos, nenhum parente apresentou até esta quarta-feira qualquer sintoma de coronavírus.
 
Para o secretário, o aumento de casos confirmados e o registro do primeiro óbito não são motivos para endurecer regras em relação ao comércio e à circulação de pessoas.
 
“No nosso mapeamento sobre a doença na cidade, notamos que a maioria dos casos vem de pessoas que moram em Confins e trabalham em outras cidades. Os casos são ‘exportados’. E, muitas vezes, os familiares dessas pessoas não pegam a doença. Então, como os casos não acontecem porque as pessoas estão frequentando o comércio, não temos, neste momento, motivos para restringir as atividades comerciais na cidade”, explicou.
 
Além disso, a Secretaria Municipal de Saúde ressaltou que tem realizado fiscalizações diárias para monitorar se os estabelecimentos estão cumprindo os protocolos de higienização e de distanciamento social. Três vezes na semana, profissionais de saúde realizam ações, nas quais medem a temperatura da população e repassa informações sobre o COVID-19.
  
De acordo com o boletim epidemiológico municipal divulgado nesta quarta-feira, além do primeiro óbito, a cidade registra 44 casos confirmados da doença, sendo que 42 já se encontram recuperados e 1 está em isolamento.
 
Há também cinco casos em investigação e outros 67 registros suspeitos, que se encontram em isolamento por não ter sido realizada coleta de amostra para teste.


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