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Estado de Minas SECA

Zona rural de Nova União, na RMBH, está sem água há mais de uma semana

A prefeitura informou à reportagem que o problema já foi resolvido, e o abastecimento deve ser normalizado até esta quinta-feira


16/09/2020 16:32 - atualizado 16/09/2020 17:40

Moradores da comunidade rural estão há oito dias sem água nas torneiras(foto: Luciana de Lurdes/Aquivo Pessoal)
Moradores da comunidade rural estão há oito dias sem água nas torneiras (foto: Luciana de Lurdes/Aquivo Pessoal)
Roupas e vasilhas sujas amontoadas, quilômetros de distância até a fonte mais próxima de água potável e oito dias sem água nas caixas. Essa é a realidade dos moradores do Bairro Santo Antônio, em Nova União, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH).

De acordo com a prefeitura, o problema já foi identificado e resolvido, mas a normalização do serviço - que é feito através de um poço artesiano - deve ocorrer até esta quinta-feira (17). 

Luciana de Lurdes, moradora da comunidade rural de Nova União, contou à reportagem que o serviço foi interrompido na terça-feira (8) da semana passada, quando a bomba queimou, e que, apesar das manifestações da prefeitura sobre o reabastecimento, a água ainda não está disponível para algumas pessoas.

Além disso, ela alega que a água colocada na caixa que a distribui para toda a comunidade estava muito suja e imprópria para consumo. 

Segundo os moradores, a água que foi disponibilizada está imprópria para o consumo(foto: Luciana de Lurdes/Aquivo Pessoal)
Segundo os moradores, a água que foi disponibilizada está imprópria para o consumo (foto: Luciana de Lurdes/Aquivo Pessoal)
“Aqui o abastecimento é feito por um poço artesiano e não pela Copasa. Em forma de protesto, levamos um pouco da água que recebemos em casa para a prefeitura. É um absurdo, porque a água que chega é igual barro. Suja como a de um córrego”, afirmou Luciana. 

Ela também disse que há algum tempo a caixa de abastecimento foi modificada. Antes, comportava 21 mil litros de água, e a bomba precisava de três horas para enchê-la por total. Depois da alteração da prefeitura, a nova caixa – de seis mil litros de água – precisa de oito horas para estar cheia. 

“Muitas pessoas que moram na comunidade não têm como ter acesso a alguma fonte de água. Uns até buscam na cidade, como eu, que ando quase dois quilômetros para buscar água. Levo um carrinho de mão para trazer os galões para casa”, comentou. 

Além das várias ligações para a prefeitura, os moradores do Bairro Santo Antônio estão fazendo apelos aos responsáveis pela manutenção do serviço na cidade por meio de mensagens enviadas pelas redes sociais. 

Posicionamento da prefeitura


Diferentemente do que dizem os moradores, o secretário de administração de Fazenda da prefeitura, Victor Hugo de Freitas, afirmou ao Estado de Minas que o Executivo tomou conhecimento do problema apenas três dias depois do ocorrido, na sexta-feira (11).

Segundo ele, o serviço deverá ser normalizado totalmente até esta quinta-feira (17). 

“Assim que ficamos sabendo que a bomba de água do poço queimou, mandamos um técnico para resolver o problema, mas não foi possível resolver no local. O técnico teve que levar a bomba para o mecânico, que a devolveu nessa segunda-feira (14). Ela já foi instalada e está funcionando. Por se tratar de uma zona rural que possui lugares mais elevados, algumas casas devem demorar um pouco mais a receber a água”, explicou. 

A prefeitura ainda comunicou que o serviço de abastecimento de água continuou sendo feito através de caminhões pipa – informação que é contestada pelos moradores. 

O secretário também afirmou que um caminhão está no local desde o início da tarde desta quarta-feira (16) fazendo um novo abastecimento da caixa de água central e de alguns moradores que ainda não têm água em casa. 
 
*Estagiário sob supervisão da subeditora Kelen Cristina


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