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Estado de Minas ASSENTAMENTO

Moradores de Santa Luzia protestam contra construção da Cohab

Companhia é dona de lotes no bairro Novo Centro


07/08/2020 15:23 - atualizado 07/08/2020 15:32

(foto: Google Maps/Divulgação )
(foto: Google Maps/Divulgação )

Moradores de Santa Luzia estão preocupados com o plano de construção de um assentamento para abrigar 722 famílias advindas de Belo Horizonte e Contagem. Um abaixo-assinado já circula pelas redes sociais pedindo que o projeto seja embargado. Criado nessa quarta-feira (5), o documento já conta com 1.378 assinaturas. De acordo com moradores, o Bairro Novo Centro não tem infraestrutura para abrigar mais de 2 mil pessoas. 
A vendedora e moradora do bairro, Rosilene Carmo, tem medo que o empreendimento desvalorize os imóveis na região. “É um absurdo, a gente compra um lote caro e eles vêm fazer favela pra desvalorizar o nosso imóvel”, reclama. A empresária Juliana Cabral acredita que cada município deve arcar com suas responsabilidades. “Sou contra, não pelas pessoas, mas sim pelo absurdo de Contagem querer transferir seus problemas para Santa Luzia”, explicou a moradora. 

De acordo com a secretária de Desenvolvimento Urbano de Santa Luzia, Andréa Cláudia Vacchiano, a prefeitura ainda não foi acionada e sequer convidada a participar das conversações sobre a construção das moradias populares. “Por este ser um tema que envolve uma questão social de grande magnitude, deve ser analisado com profundidade”, afirmou a secretária. 

Acordo firmado na administração anterior 

Por meio de nota, a Cohab Minas esclareceu que a gestão estadual anterior havia firmado judicialmente três acordos garantindo moradia para 722 famílias de ocupações de Belo Horizonte e Contagem, que residiam em áreas que passaram por reintegração de posse. Porém, vários dos imóveis prometidos pertenciam a terceiros ou estavam em áreas de preservação ambiental. “Cabe esclarecer, ainda, que não se trata de um assentamento, mas sim de uma doação de lotes regularizados e com infraestrutura completa para essas famílias construírem suas casas, por óbvio, dentro das regras estipuladas no código urbanístico do município”, esclareceu a companhia.


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