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Estado de Minas 'FALTA DE DIÁLOGO'

'Virou as costas pro comércio e ele está sangrando por sua culpa', afirma presidente da CDL sobre Kalil

Entidades do comércio cobram 'planejamento sólido de reabertura' e abertura de novos leitos


16/07/2020 11:08 - atualizado 17/07/2020 13:59

Marcelo de Souza, presidente da CDL, criticou o prefeito de BH(foto: Leandro Couri/EM/D. A. Press)
Marcelo de Souza, presidente da CDL, criticou o prefeito de BH (foto: Leandro Couri/EM/D. A. Press)
Após não serem convidados a participarem do encontro da Prefeitura com lojistas dessa quarta (15) para definir os rumos da reabertura do comércio, representantes da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH) e da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) voltaram a fazer duras críticas à condução do prefeito Alexandre Kalil (PSD) na gestão da retomada das atividades.

Em coletiva na manhã desta quinta (16), alegaram “falta de diálogo” e cobraram “planejamento sólido” e abertura de novos leitos. O presidente da CDL/BH, Marcelo de Souza e Silva, relembrou promessas feitas pela Prefeitura em maio de abertura de centenas de leitos de UTI e enfermaria.

“Kalil anunciou que seriam mais de 600 leitos de UTI e mais de mil de enfermaria e foi reforçado pelo secretário de saúde. Isso é o que nós queremos pra não termos o comércio fechado por tanto tempo”, diz. 
 
Os dados mais recentes mostram que a taxa de ocupação dos leitos de UTI para pacientes de COVID-19 em BH chegou à marca de 85%, enquanto os de enfermaria estão na casa dos 74%. 

O comércio de BH está fechado há 120 dias e, segundo a própria Abrasel, foram mais de sete mil empresas formalmente encerradas nesse tempo e perda de mais de 140 mil empregos diretos do setor de comércio e serviços. “Nenhuma cidade no planeta ficou fechada por tanto tempo e sem perspectiva de como e quando reabriremos”, afirmou Paulo Solmucci, presidente da associação.

“Estamos chateados e indignados com essa situação. Sempre tivemos tratativa e diálogo com todos que passaram pelo governo e nunca deixamos de conversar com a prefeitura mesmo tendo um posicionamento diferente”, afirmou Souza e Silva, da CDL.

As entidades minimizaram o fato de não terem sido convidadas para a reunião desta quarta (15) com o prefeito Alexandre Kalil. “Foi tranquilo, não foi nada de novo. Ficamos chateados com a falta de diálogo, mas são protocolos ja foram propostos há mais de 60 dias”, concluiu Souza e Silva.
 
A reportagem entrou em contato com a Prefeitura e aguarda o retorno com posicionamento sobre o assunto.  

‘Protocolo inviável’


Solmucci, presidente da Abrasel, classificou como “inviável” a proposta da PBH de funcionamento de bares, lanchonetes e restaurantes. “Vimos uma das coisas mais decepcionantes. Um protocolo feito por um burocrata que não conhece o setor. Seguindo aquelas regras, um restaurante teria condição de receber apenas 6 clientes. Lanchonetes não poderiam receber nenhum”, alegou.

Solmucci ainda citou os protocolos de reabertura de restaurantes de Rio de Janeiro e São Paulo como exemplos a serem seguidos. “Lá, permitiram seis pessoas por mesa, com distância de um metro entre elas”, afirmou.

* Estagiário sob supervisão do subeditor Daniel Seabra


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