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Estado de Minas ESTAGNAÇÃO

Prefeitura de BH amplia oferta, mas ocupação de leitos para COVID-19 não se altera

Indicadores continuaram no mesmo patamar em comparação com o boletim anterior, tanto nas enfermarias quanto nas UTIs


postado em 09/07/2020 17:52 / atualizado em 09/07/2020 19:02

 

Grandes vilãs da não flexibilização do comércio em Belo Horizonte em mais uma semana, as taxas de ocupação dos leitos de UTI e de enfermaria para pacientes infectados pelo novo coronavírus não se alteraram na cidade no último boletim epidemiológico, divulgado pelo Executivo municipal nesta quinta-feira (9). Isso quando comparadas com o levantamento dessa quarta (8).

 

E a estagnação aconteceu em um cenário de aumento da oferta de leitos: o número de pacientes internados é que aumentou e impediu um respiro nos indicadores.

 

Com isso, a taxa de uso das UTIs se manteve em 92%. Já nas enfermarias o parâmetro aponta para 76% de ocupação. Apesar de divulgados nesta quinta, os indicadores foram apurados pela prefeitura com base no quadro de quarta.

 

Ocupação dos leitos de UTI em BH está em 92%(foto: Edésio Ferreira/EM/D.A Press - 09/03/2020)
Ocupação dos leitos de UTI em BH está em 92% (foto: Edésio Ferreira/EM/D.A Press - 09/03/2020)
 

 

Com base nesse levantamento mais recente, BH dispõe de 370 leitos de UTI para pacientes com COVID-19: 340 ocupados e 30 disponíveis.

 

Ao mesmo tempo, são 1.003 enfermarias para pacientes que enfrentam a virose: 762 em uso e 241 desocupadas.

 

No comparativo entre os dois boletins mais recentes, houve acréscimo de 24 enfermarias e 10 unidades de terapia intensiva. Como a taxa de ocupação não se alterou, o número de internados também teve aumento: mais oito em estado grave (UTIs) e outros 20 nos leitos clínicos.

 

Quadro geral

 

Considerando-se a ocupação das UTIs para todas as doenças, inclusive para a COVID-19, a taxa de BH é de 86%. Assim, 890 dos 1.035 leitos abrigam ao menos um paciente.

 

Nas enfermarias, o índice é de 68%: 3.120 dos 4.588 estão em uso na cidade.

 

Novo recorde

 

Na quarta-feira, a reportagem do Estado de Minas havia informado que Belo Horizonte havia registrado o recorde de ocupação das UTIs para COVID-19 naquele boletim: 92%.

 

Nesta quinta, contudo, a prefeitura divulgou o levantamento desse sábado (4), que não estava disponível nos balanços anteriores. Isso porque o Executivo municipal não divulga boletins epidemiológicos aos fins de semana.

 

Naquele dia, contudo, BH computou uma taxa de ocupação de 93% na terapia intensiva. Esse parâmetro passa, portanto, a ser o novo recorde de uso das UTIs para COVID-19 na cidade. 


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