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Estado de Minas COVID-19

Zema presta contas de ações do governo e prega cautela: 'Temos de estar preparados para o pior'

Ao comentar medidas tomadas nos últimos três meses, governador pediu que Assembleia Legislativa mantenha estado de calamidade


postado em 08/07/2020 18:05 / atualizado em 08/07/2020 19:37

Por videoconferência, Romeu Zema prestou contas de ações do Executivo ante pandemia.(foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)
Por videoconferência, Romeu Zema prestou contas de ações do Executivo ante pandemia. (foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)
O governador Romeu Zema (Novo) voltou a citar, nesta quarta-feira, o receio de uma segunda onda de infecções em virtude do novo coronavírus. Ao encaminhar, à Assembleia Legislativa, o relatório das ações tomadas pelo Executivo nos últimos três meses para conter a pandemia, ele falou sobre a necessidade de instalar mais leitos de UTI e de enfermaria nos hospitais de Minas Gerais.

“A luta vai continuar por um bom tempo. Continuamos abrindo leitos clínicos e de UTIs. Temos de estar preparados para o pior. Temos observado em vários países que, geralmente, pode haver uma segunda onda quando algum fato diferente acontece, quando uma grande indústria tem alto número de infectados. Então, todo cuidado é pouco”, alertou.

Zema listou uma série de medidas feitas pelo Executivo e assegurou que houve evolução do sistema de saúde ao longo da pandemia. Ele mencionou a abertura de mais de 1.300 leitos de UTI, a compra de 1.047 respiradores por meio de recursos provenientes de Ação Pública ligada à tragédia de Mariana, em 2015, e o conserto de outros 400 ventiladores.

O governador comemorou o fato de Minas Gerais ser o terceiro estado com menor índice de letalidade por 100 mil habitantes.

“O vírus se comporta como um incêndio. Quem age rápido, consegue dominá-lo. Quem demora, acaba tendo grandes dificuldades”, comparou.

Extensão de prazo

Zema pediu que o Parlamento Estadual prorrogue o estado de calamidade pública em solo mineiro. No fim de março, os deputados estaduais aprovaram a calamidade até 31 de dezembro deste ano. Um dispositivo do texto, contudo, faz com que a calamidade precise ser reanalisada até 20 de julho. Se os deputados derem novo aval, a decisão inicial é mantida até o fim do ano.

Segundo o presidente da Assembleia, Agostinho Patrus (PV), a extensão será votada em plenário, em turno único. “Sabemos da importância do decreto de calamidade. A renovação será pautada na próxima semana”, disse.

O relatório contendo as ações governamentais também precisará passar pelo crivo dos parlamentares.

O chefe do Executivo estadual comentou, ainda, a concessão do bolsa merenda aos alunos em situação de extrema pobreza e a liberação de linhas de crédito por parte do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG).


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