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Estado de Minas COVID-19

Juiz de Fora recebe projeto de voluntariado para estudo de medicamento

Primeira cidade a participar dos estudos foi São Caetano do Sul (SP), no início deste mês


postado em 30/06/2020 20:14

Solenidade de lançamento contou com a presença do ministro do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, astronauta Marcos Pontes(foto: Reprodução)
Solenidade de lançamento contou com a presença do ministro do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, astronauta Marcos Pontes (foto: Reprodução)
Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira, é a segunda cidade, no país, escolhida para participar do projeto “#500VoluntáriosJÁ” do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI). A ação busca voluntários - com sintomas iniciais da COVID-19 - para participar dos estudos clínicos com o medicamento nitazoxanida, princípio ativo dos antivirais mais conhecidos como Azox (ou Annita®).
 
A intenção da pesquisa é verificar se o vermífugo inibe a replicação do vírus nos pacientes, como já verificado em testes de laboratórios em células vivas infectadas.

O atendimento aos voluntários acontece na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Santa Luzia, que é gerida pelo Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus (HMTJ) com atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A solenidade de lançamento contou com a presença da imprensa e a participação do ministro do MCTI, astronauta Marcos Pontes; Secretário de Políticas para Formação e Ações Estratégicas Marcelo, Marcos Morales; secretário de Estado de Saúde, Carlos Eduardo Amaral; prefeito Antônio Almas (PSDB); diretor-presidente do Hospital, Marco Antônio Guimarães de Almeida; coordenador Infectologista, Marcos Moura; e equipe envolvida no projeto.

De acordo com a fala do ministro Marcos Pontes, a substância mostrou eficiência de 94% na inibição de carga viral em células, nos testes in vitro de laboratórios. A partir de agora, o objetivo é captar 500 voluntários para proceder estudos na aplicação em seres humanos. 

Segundo Pontes, o estudo está na 3ª fase e a aplicação do medicamento deve ocorrer no início da doença com o propósito de evitar o agravamento do quadro clínico. “Na 1ª fase foram escolhidas 2.000 drogas, sendo 5 dessas selecionadas para a 2ª fase da pesquisa. A prioridade foi reposicionar drogas já existentes como solução rápida no combate ao coronavírus. Assim que finalizar os testes, caso o estudo aprove a substância, dentro de 15 dias já é possível a Anvisa alterar a bula e liberar o medicamento de fácil acesso”, explica o ministro.

Apesar da afirmação de que o medicamento nitazoxanida não contém efeitos colaterais graves, a droga passou a ser vendida apenas com prescrição médica com intuito de evitar automedicação.

 

Como é feito o estudo


 
Conforme o coordenador local, médico infectologista Marcos Moura, uma estrutura foi montada na UPA. Assim que o voluntário, com sintomas leves, chega à unidade, é feito o Exame PCR para confirmação da infecção pelo vírus. Uma vez confirmado positivo para Covid-19, o voluntário recebe a medicação para início do tratamento até o terceiro dia da primeira avaliação. 
 
O paciente continua tomando a medicação em casa e retorna no quinto dia de tratamento, quando faz nova bateria de exames. Neste prazo ele tem o suporte assistencial por parte da UPA com orientação e acompanhamento médico.

O projeto integra o RedeVírus MCTIC, do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações e é globalmente coordenado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

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