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Estado de Minas ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA

Polícia desbarata quadrilha do crime do Sapatinho em Itabira

No total participaram oito bandidos. As ordens para o sequestro e roubo do banco partiram de dentro de um presídio


postado em 23/06/2020 19:45 / atualizado em 23/06/2020 20:51

Gerente de uma unidade do Banco Sicoob em Itabira foi vítima de sequestro(foto: Google Street View/Reprodução)
Gerente de uma unidade do Banco Sicoob em Itabira foi vítima de sequestro (foto: Google Street View/Reprodução)
A polícia de Itabira esclareceu o "Crime do Sapatinho" – extorsão mediante sequestro de gerente de banco e sua família – ocorrido no final de 2019 na cidade. A Operação Nexus, capitaneada pela delegada Amanda Machado Celestino, apurou que tudo foi orquestrado a partir de dois detentos que estão cumprindo pena em um presídio da Região Metropolitana de Belo Horizonte e que os criminosos são ligados a uma organização que age nacionalmente. Já estão detidos dois mandantes, dois executores e dois que prestaram apoio logístico.

O crime ocorreu em 12 de dezembro de 2019. A gerente do Banco Sicoob chegava em casa quando foi abordada e rendida por dois homens, um deles adolescente. Ela foi levada para dentro de casa e lá renderam seus dois filhos. Sob a ameaça de um revólver, foram mantidos na sala em cárcere privado. Por volta das 22h, quando seu marido chegou, também foi rendido.
 
Passaram toda a madrugada na casa e, nesse período, outros dois bandidos se juntaram ao grupo. Esses dois homens colocaram o pai e as duas crianças num carro da família e foram para fora da cidade. Na manhã do dia seguinte, determinaram à gerente que ela fosse à agência e fizesse a retirada de todo o dinheiro que houvesse no banco.
 
No estabelecimento, ao agir de maneira estranha, despertou a desconfiança de funcionários, que acionaram a Polícia Civil e a Polícia Militar. “Graças à utilização de técnicas de gerenciamento de crises, conseguimos impedir que a gerente levasse o dinheiro, o que possibilitou a libertação das vítimas sequestradas às margens da BR-381. No total, foram 16 horas sob domínio dos criminosos”, destacou a delegada responsável pelas investigações.

Investigações e prisões


Em seis meses de investigações, os policiais civis conseguiram identificar os três núcleos de suspeitos de envolvimento no crime, suas respectivas funções, bem como a conexão entre duas organizações criminosas para a prática do delito.
 
Num trabalho conjunto entre as polícias civil e militar, foram cumpridos os mandados de prisões contra os suspeitos. Um dos envolvidos, o líder da organização criminosa, já estava preso. Esse homem seria o cabeça da quadrilha, que teria dado as ordens para toda a ação.
 
Esse líder é também integrante de organização criminosa de relevância nacional, o qual teria se aliado com o líder de outra organização criminosa com base em Itabira, que foi quem fez o direcionamento da operação. Os dois se conheceram no presídio.
 
Dois outros homens presos já tinham cumprido penas em Minas. Dois irmãos, que foram os responsáveis por render as vítimas, foram detidos por policiais militares do 36º Batalhão da Polícia Militar em Vespasiano. Com eles foram apreendidas drogas, balança de precisão e uma arma de fogo com munições.
 
Dois homens, responsáveis pelo apoio logístico para a ação criminosa já foram identificados, mas seguem foragidos



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