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Estado de Minas COVID-19

Moradores da Serra do Cipó pedem liminar para suspender abertura

Parte das pessoas que vivem na região turística mineira está apreensiva com a liberação de bares, restaurantes e pousadas durante o feriado de Corpus Christi


postado em 11/06/2020 16:37 / atualizado em 11/06/2020 17:41

Na foto, o boneco do 'Juquinha' perto da padaria do Cipó usando máscara(foto: Leandro Couri/EM/D.A Press)
Na foto, o boneco do 'Juquinha' perto da padaria do Cipó usando máscara (foto: Leandro Couri/EM/D.A Press)
Uma ação popular com com pedido liminar - de urgência - pedindo o cancelamento da reabertura do comércio na Serra do Cipó foi protocolado na tarde desta quinta-feira (11/6) na Comarca de Jaboticatubas, responsável pela jurisdição de Santana do Riacho. Parte dos moradores estão na expectativa de que o turismo seja interrompido devido os riscos do novo coronavírus.   

O primeiro dia de flexibilização do turismo na Serra do Cipó provocou uma fuga em massa de pessoas para o local. Uma barreira sanitária montada próximo à ponte que liga o município de Jaboticatubas a Santana do Riacho provoca uma fila quilométrica de carros, evidenciando a enorme quantidade de pessoas que foram aproveitar o feriado em plena pandemia do coronavírus. 

O Decreto nº 041/PM511/2020 autoriza a retomada do funcionamento de bares, restaurantes, pousadas e outras atividades econômicas não essenciais. Mesmo com uma série de regras de segurança impostas, parte dos moradores manifesta repúdio.

A advogada Luana de Oliveira Ferrer de Souza que protocolou o processo explica que o documento pede a suspensão da reabertura dos restaurantes e das hospedagens. "Os turistas estão se aglomerando. Já fizemos fotos de restaurantes lotados e muitas pessoas sem máscaras. Também registramos a fila para a entrada na cidade", disse. A ação é movida por ela e pelo advogado Ivan de Godoy Azeredo Miranda.

Abaixo-assinado de moradores

Ela representa um grupo de moradores e a comunidade em geral que questionam a medida e alegam que, no caso de uma disparada da doença na região, não há estrutura necessária como, por exemplos, leitos de UTI. O abaixo-assinado conta com 1079 assinaturas virtuais e 372 pela Associação dos Moradores.

"Nós compreendemos a dificuldade de todos que precisam trabalhar. Porém estamos no pico do COVID-19, um plano de ação que envolvesse a comunidade deveria ter sido feito. E um planejamento de ações e regras sanitárias que fosse realizado com mais calma e profundidade. Foi de última hora Em pleno feriado. O risco para a comunidade é enorme", disse uma profissional de saúde que preferiu não se pronunciar.



Santana do Riacho não teve, oficialmente, nenhum caso confirmado da doença respiratória. Foram 33 registros notificados e nove casos descartados para COVID-19. Segundo a prefeitura, um caso é monitorado (paciente que não se enquadra para realização de teste); 23 pacientes estão em alta do isolamento domiciliar (apresentaram melhora 14 dias após o início dos sintomas), mas não foram testados, o que não permite contabilizá-los como positivos para a doença.


À espera de uma definição

A expectativa é que um juiz de plantão analise o pedido. "Esperamos que seja breve. Já não sabemos se temos casos na cidade", acrescentou a profissional da saúde que está preocupada.

A advogada Luana de Oliveira explica que depende do funcionamento do fórum. "É uma liminar com caráter de urgência. Mas, não sabemos se há um juiz de plantão", afirmou.


Manifestação contra turistas

Nessa quarta-feira (10/6), moradores e representantes de associações comunitárias da região protestaram contra a reabertura parcial do turismo na Serra do Cipó e do comércio, vestidos de preto e portando máscaras de proteção, luvas e álcool em gel. A manifestação foi realizada na ponte que liga as cidades de Jaboticatubas e Santana do Riacho, onde começa o distrito de Cardeal Motta.


O que é o coronavírus?

Coronavírus são uma grande família de vírus que causam infecções respiratórias. O novo agente do coronavírus (COVID-19) foi descoberto em dezembro de 2019, na China. A doença pode causar infecções com sintomas inicialmente semelhantes aos resfriados ou gripes leves, mas com risco de se agravarem, podendo resultar em morte.


Como a COVID-19 é transmitida? 

A transmissão dos coronavírus costuma ocorrer pelo ar ou por contato pessoal com secreções contaminadas, como gotículas de saliva, espirro, tosse, catarro, contato pessoal próximo, como toque ou aperto de mão, contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos.

Como se prevenir?

A recomendação é evitar aglomerações, ficar longe de quem apresenta sintomas de infecção respiratória, lavar as mãos com frequência, tossir com o antebraço em frente à boca e frequentemente fazer o uso de água e sabão para lavar as mãos ou álcool em gel após ter contato com superfícies e pessoas. Em casa, tome cuidados extras contra a COVID-19.


Quais os sintomas do coronavírus?

Confira os principais sintomas das pessoas infectadas pela COVID-19:

  • Febre
  • Tosse
  • Falta de ar e dificuldade para respirar
  • Problemas gástricos
  • Diarreia


Em casos graves, as vítimas apresentam:

  • Pneumonia
  • Síndrome respiratória aguda severa
  • Insuficiência renal

Os tipos de sintomas para COVID-19 aumentam a cada semana conforme os pesquisadores avançam na identificação do comportamento do vírus. 


Mitos e verdades sobre o vírus

Nas redes sociais, a propagação da COVID-19 espalhou também boatos sobre como o vírus Sars-CoV-2 é transmitido. E outras dúvidas foram surgindo: O álcool em gel é capaz de matar o vírus? O coronavírus é letal em um nível preocupante? Uma pessoa infectada pode contaminar várias outras? A epidemia vai matar milhares de brasileiros, pois o SUS não teria condições de atender a todos? Fizemos uma reportagem com um médico especialista em infectologia e ele explica todos os mitos e verdades sobre o coronavírus.

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