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Estado de Minas PESQUISADORES DA UFMG

Cientistas criam protótipo aerossol para neutralizar novo coronavírus no ar

Equipamento de baixo custo está em fase de testes de eficácia e seria usado para proteger ambientes pequenos, como quartos e salas de escritório


postado em 05/06/2020 21:25 / atualizado em 05/06/2020 22:05

Alexandre Leão, Gregory Kitten e Thalita Arantes: pesquisadores da UFMG procuram soluções durante a crise da saúde pública(foto: Alexandre Leão/Arquivo pessoal)
Alexandre Leão, Gregory Kitten e Thalita Arantes: pesquisadores da UFMG procuram soluções durante a crise da saúde pública (foto: Alexandre Leão/Arquivo pessoal)

 

Cientistas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) criaram um dispositivo de baixo custo, aproximadamente R$ 400 incluindo a mão de obra, para impedir que o novo coronavírus infecte as pessoas. O protótipo está em fase de testes para verificar sua eficácia.

 

O aparelho em forma de tubo tem cerca de 90 centímetros de comprimento e é feito com madeira de média densidade, conhecida como MDF. Além disso, também é usado papel alumínio, um ventilador semelhante ao de computadores e uma lâmpada de luz ultravioleta.

 

Na prática, o ar é captado pelo equipamento e, caso o novo coronavírus esteja presente nas partículas, ele seria neutralizado pela luz ultravioleta. O vírus continuaria presente no ar, mas não seria capaz de transmitir a COVID-19.

 

Segundo os pesquisadores, a máquina já está presente em outros países, mas com custos elevados. A ideia deles é que o equipamento, caso seja comprovada a sua eficácia, esteja no alcança das diferentes camadas sociais da população brasileira.

 

O protótipo foi idealizado para permanecer ligado 24 horas por dia. Por isso, houve a preocupação de garantir que o ventilador utilizado fosse de baixo ruído, evitando grandes incômodos no uso cotidiano.

 

Sua capacidade de filtragem é de 55 metros cúbicos de ar por hora, o que é considerado suficiente para um quarto residencial de tamanho médio.

 

“Desenvolver um equipamento eficiente e de baixo custo, adequado não só para hospitais, era o nosso objetivo. Pretendemos chegar às residências, especialmente às pessoas do grupo de risco”, afirmou, à UFMG, um dos pesquisadores envolvidos na empreitada, o professor Alexandre Leão, do Departamento de Fotografia e Cinema da Escola de Belas Artes (EBA).

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