Publicidade

Estado de Minas PATRIMÔNIO HISTÓRICO

BNDES anuncia investimento para confecção de réplicas de Aleijadinho em Congonhas

Peças ficarão na Galeria dos Profetas, localizada no Santuário do Bom Jesus de Matosinhos. Investimento nesta fase é de R$ 11,7 milhões


postado em 05/06/2020 21:13 / atualizado em 05/06/2020 21:46

Fachada da Basílica do Senhor Bom Jesus de Motosinhos, tombada em 1939. Anexo ao templo receberá réplicas das peças feitas por Aleijadinho(foto: Elaine Gouvea/Divulgação)
Fachada da Basílica do Senhor Bom Jesus de Motosinhos, tombada em 1939. Anexo ao templo receberá réplicas das peças feitas por Aleijadinho (foto: Elaine Gouvea/Divulgação)

 

A cidade de Congonhas, na Região Central de Minas Gerais, vai receber R$ 11,7 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES) para confecção de nove réplicas de esculturas de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho.

 

Os nove profetas – Isaias, Jeremias, Baruque, Ezequiel, Daniel, Oseias, Abdias, Amós, Habacuque e Naum – serão colocados na Galeria dos Profetas, localizada no Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, basílica construída entre os séculos 18 e 19.

 

Até o momento, só réplicas das esculturas de Joel e Jonas estão no local. Elas foram construídas em 2011, a partir de esforços do Instituto do Patrimônio Histórico Nacional (Iphan) e pela Unesco.

 

Essa será a última fase do projeto do BNDES em parceria com a prefeitura de Congonhas, o Iphan e empresas privadas para instalação do museu da cidade, espaço anexo ao santuário Bom Jesus de Matosinhos.

 

Ainda dentro dos R$ 11,7 milhões está o funcionamento de um anfiteatro para receber eventos culturais.

 

Todas essas iniciativas integram a Política Nacional do Ministério do Turismo para a Gestão dos Sítios Patrimônio Mundial, fortalecendo o roteiro Circuitos Históricos do Ouro, do qual Congonhas faz parte.

Dificuldades

Nesta semana, o Estado de Minas contou como a crise do novo coronavírus tem afetado o turismo da cidade de Congonhas.

 

Após o fechamento das igrejas, o turismo declinou e o comércio cerrou as portas por dois meses e meio. Além da quarentena, o município da Região Central de Minas Gerais lida com o aumento no número de casos da doença respiratória.

 

São 26 casos de COVID-19 confirmados na cidade conforme o último boletim da Saúde estadual. Uma pessoa morreu pela doença em Congonhas.

 

A Prefeitura de Congonhas pretende recriar roteiros turísticos em conjunto com a Secretaria de Turismo da Prefeitura de Belo Vale. A aposta é que, após a pandemia da COVID-19, o turista vá procurar atrações próximo de casa.

 

Estão em andamento em Congonhas obras de reforma do Teatro Municipal, do Centro Cultural Romaria e Parque Natural da Romaria. Antes da quarentena, já haviam sido restaurados os elementos artísticos da Igreja Nossa Senhora do Rosário, Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição e Basílica do Senhor Bom Jesus de Matosinhos.

 

Foi também requalificada a Alameda das Palmeiras. O projeto contemplará a expansão do Museu de Congonhas, espaço anexo ao do santuário, inaugurado em 2015.

 

Com informações de Márcia Maria Cruz e Leandro Couri 

Compartilhe no Facebook
*Apenas para assinantes do Estado de Minas

Publicidade