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Estado de Minas

UFMG e UFRJ sequenciam genoma de coronavírus em pacientes de 5 estados brasileiros

As duas universidades públicas lideram pesquisas para o combate ao novo vírus e tratamento da Covid-19


postado em 25/03/2020 12:41 / atualizado em 25/03/2020 13:21

Junto ao sequenciamento, a UFMG também faz testes para a Covid-19, aumentando a capacidade no estado(foto: CTVacinas Divulgação)
Junto ao sequenciamento, a UFMG também faz testes para a Covid-19, aumentando a capacidade no estado (foto: CTVacinas Divulgação)
Pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e do Laboratório Nacional de Computação Cietífica (LNCC) deram um passo importante para o combate ao Covid-19no país: sequenciaram os primeiros 19 genomas da doença em pacientes de cinco estados.

 

Os pesquisadores da área de genética sequenciaram a partir de amostras colhidas de pacientes de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, São Paulo e Goiás, que testaram positivo para a Covid-19. "Os pesquisadores fizeram o sequenciamento em tempo recorde, em 48 horas", informou a reitora da UFMG, Sandra Goulart Almeida. A ação amplia a cobertura nacional da vigilância genômica viral.

 

O sequenciamento foi realizado no LNCC em Petrópolis. A pesquisa demonstrou geneticamente que o SARS-CoV-2 foi introduzido no Brasil oriundo de diversos países europeus além de casos importados da China, em menor número. Além disso, as análises genéticas confirmaram a transmissão local do SARS-CoV-2 dentro do Brasil. 

 
COMITÊ PERMANENTE 

 

A ação é fundamental para o combate da doença, para que os pesquisadores possam saber, por exemplo, se houve alguma mutação do vírus que chegou ao país. A UFMG criou o Comitê Permanente de Acompanhamento das Ações de Prevenção e Enfrentamento do Novo Coronavírus.

 

Os integrantes do comitê permanente se reunem diariamente por vídeoconferência para tentar dar respostas aos desafios impostos pelo novo coronavírus. São professores de todas as áreas, virologistas, infectologistas, médicos e cientistas sociais. Também participam do comitê todas as pró-reitorias e a Diretoria de Relações Internacionais da universidade. 


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