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O preço das tempestades: recuperação em BH pode custar até R$ 200 milhões

Com previsão de 221 intervenções urgentes e de mais de mil pontos com estragos, capital começa obras emergenciais, mas grandes projetos precisam esperar o fim da estação das águas


postado em 18/02/2020 06:00 / atualizado em 18/02/2020 07:34

Uma das vias que registraram mais estragos, a Avenida Tereza Cristina, que corre ao longo de parte do leito do Ribeirão Arrudas, é um dos pontos em que começaram serviços emergenciais(foto: Fotos: Gladyston Rodrigues/EM/D.a press )
Uma das vias que registraram mais estragos, a Avenida Tereza Cristina, que corre ao longo de parte do leito do Ribeirão Arrudas, é um dos pontos em que começaram serviços emergenciais (foto: Fotos: Gladyston Rodrigues/EM/D.a press )
Uma operação com gastos entre R$ 150 milhões e R$ 200 milhões para que Belo Horizonte retome, aos poucos, a infraestrutura que foi arrasada pelas chuvas que castigaram a cidade no início de 2020. A prefeitura iniciou ontem a primeira etapa do projeto de recuperação dos pontos da capital mineira que sofreram algum tipo de prejuízo diante dos temporais que bateram recorde no mês de janeiro e ainda causam preocupação aos moradores e ao poder público neste mês. Nessa primeira parte, os trabalhos incluem 221 intervenções, parte delas iniciada ontem mesmo (veja quadro), mas a tarefa envolve mais de 1 mil pontos de uma cidade que registrou, segundo a Defesa Civil Municipal, 942 deslizamentos, 111 desabamentos e 840 alagamentos, entre 23 de janeiro e 13 de fevereiro.
Os serviços têm execução da Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap), em conjunto com outros órgãos municipais, como a Superintendência de Limpeza Urbana (SLU) e a BHTrans, e são executados nas nove regionais da cidade. Tudo é feito antes que obras de grande porte, como a da Avenida Vilarinho, tenham início, já que para esses casos as máquinas só começar a operar após o período chuvoso, seguindo critérios técnicos da engenharia. E ontem mesmo as chuvas da manhã atrasaram um pouco o início de algumas das intervenções programadas.

As intervenções que começaram ontem na cidade foram desempenhadas em quase 20 pontos, espalhados pelas nove regiões de Belo Horizonte. Na Oeste, a Sudecap trabalha em recomposições da base de pavimentação das avenidas Silva Lobo e Barão Homem de Melo e no recapeamento da Rua Rubens Caporali Ribeiro. Na Pampulha, foi iniciada a recuperação de erosão no canteiro central, limpeza do sistema de drenagem em toda a extensão da via e podas de árvores na Avenida Sebastião de Brito. Houve, ainda, recuperação do abatimento registrado na Avenida Risoleta Neves e trabalhos de contenção na Rua Atanásia dos Jardins, no Norte de Belo Horizonte, entre outras intervenções.

Outras avenidas de BH também receberam atenção da Sudecap ontem. Uma das mais arrasadas no período chuvoso, a Tereza Cristina teve início de restabelecimento do pavimento, limpeza urbana e desobstrução de pontos de drenagem. Na Cristiano Machado, restabelecimento das margens e troca de boca de lobo na altura dos números 54 a 82. Limpeza e desobstrução de bueiros e implantação de sarjeta foram executadas na Avenida Vilarinho, em Venda Nova. Nas avenidas dos Andradas e na Prudente de Morais, houve recomposição de talude e do passeio e recapeamento, respectivamente.

PREJUÍZOS 

De acordo com o superintendente da Sudecap, Henrique Castilho, as regionais Oeste, Centro-Sul e Barreiro foram as mais arrasadas pelas chuvas de janeiro em termos de infraestrutura, mas o trabalho se estende a todos as regionais da cidade. “Temos nove regionais, mas cada uma tem seu contrato independente para recapeamento, corte e supressão de árvores, obras de grande porte, tapa-buraco etc.”, afirmou, informando que os recursos são distribuídos de maneira uniforme entre as regiões administrativas da capital. “Nosso objetivo é reconstruir a cidade com técnica, eficiência e otimização de recursos, respeitando também o tempo necessário para execução das intervenções. Estamos dano prioridade às demandas que podem ser atendidas de maneira imediata, sem a necessidade de projetos executivos”, completa.

A própria Prefeitura de Belo Horizonte já chegou a estimar que a cidade demoraria cerca de um ano para se recuperar completamente dos estragos. Segundo Castilho, no entanto, o planejamento é de que a capital mineira tenha sua infraestrutura reparada antes disso. Para isso, a PBH deu prioridade, no primeiro momento, à liberação do tráfego de veículos em vias destruídas. Agora, o projeto de recuperação prevê a manutenção das ruas e avenidas. Depois do período chuvoso, começam as obras de grande porte.

Para que o processo ocorra o mais rápido possível, os trabalhos vão acontecer até mesmo no carnaval, de acordo com o superintendente da Sudecap. “Quando falamos de tapa-buracos e recapeamento, a base precisa estar feita. Ou seja, temos um trabalho muito pensado e técnico. Não podemos trabalhar de qualquer maneira. Preparamos as etapas de cada intervenção”, afirma.

Em janeiro, Belo Horizonte decretou situação de emergência diante dos estragos causados pelas chuvas. A medida permite que a capital mineira receba recursos do governo federal e auxílio de insumos, como doações, do governo estadual. Henrique Castilho detalhou como o processo ocorreu: “Nossa equipe técnica mapeou todos os pontos que sofreram algum tipo de dano e encaminhou a lista para a Defesa Civil federal. A partir disso, eles reconheceram a necessidade do decreto e conseguimos os repasses (de R$ 7,5 milhões)”.

PREVISÃO 

A terça-feira traz a possibilidade de mais chuvas para Belo Horizonte, de acordo com Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). A temperatura deve variar entre 17°C e 31°C, enquanto a umidade relativa do ar tende a marcar entre 40% e 80%. Se houver pancadas de chuva, segundo o Inmet, elas devem acontecer no período da manhã. Durante a tarde e a noite, o tempo deve ficará nublado, mas sem precipitação.


Ações emergenciais

Confira os pontos e as intervenções iniciadas ontem, por regional, de um total de 221 obras que precisarão ser feitas nesta etapa de recuperação de estragos causados pelas chuvas em BH:

BARREIRO
Rua Albertino Teixeira Dias: manutenção em rede de drenagem pluvial e concretagem
Limpeza da bacia do Córrego Bonsucesso

OESTE
Avenida Silva Lobo: recomposição de base do pavimento
Avenida Barão Homem de Melo: recomposição de base e do canteiro central
Rua Rubens Caporali Ribeiro: recapeamento
       
Avenida Engenheiro Carlos Goulart, no Buritis: recomposição de base e recapeamento 

PAMPULHA
Avenida Sebastião de Brito: recuperação de erosão no canteiro central, limpeza do sistema de drenagem em toda a extensão da via e podas de árvores

NORTE
Avenida Risoleta Neves: recuperação de abatimento na via 
Rua Atanásia dos Jardins, no Bairro Zilah Spósito: obra de contenção na via

NOROESTE
Rua Carmo do Rio Claro, Bairro São Cristóvão: confecção de grade para substituir o muro frontal da Escola Profissionalizante Raimunda Soares
Avenida Tereza Cristina: restabelecimento do pavimento, limpeza urbana e desobstrução de pontos de drenagem

NORDESTE
Avenida Cristiano Machado, 5.600: restabelecimento das margens e troca de boca de lobo na altura dos números 54 a 82

Revitalização da praça na Rua Arthur de Castro Cunha, esquina com Rua 7, Bairro Acaiaca

VENDA NOVA
Avenida Vilarinho: limpeza e desobstrução de boca de lobo e implantação de sarjeta

LESTE
Avenida dos Andradas, entre Rua Itaguá e Ponte Caetano 
Furquim, Bairro Santa Efigênia: recomposição de talude, recuperação da defensa metálica e recomposição de passeio. Limpeza de 
boca de lobo

CENTRO-SUL
Rua Patagônia com Groenlândia, Bairro Sion: remoção de grade de trilhos e limpeza, desobstrução da rede de drenagem e recolocação de grade e desobstrução de boca de lobo
Avenida Prudente de Morais: recapeamento


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