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Estado de Minas

Ameaça de vazamento de gás força fechamento de restaurantes no Bairro de Lourdes

Além dos danos causados pela tempestade, proprietários foram obrigados a fechar seus estabelecimentos pelo risco de vazamento na rede da Gasmig


postado em 29/01/2020 14:21 / atualizado em 29/01/2020 17:25

Elzon Silveira, proprietário do Lourdes Restaurante, que chegou a abrir, mas não teve clientes
Elzon Silveira, proprietário do Lourdes Restaurante, que chegou a abrir, mas não teve clientes


Depois da água e da lama, uma ameaça de vazamento de gás fez com que estabelecimentos da Rua Marília de Dirceu, no Bairro de Lourdes, tivessem que fechar suas portas na manhã desta quarta-feira (29).



Proprietário do Koctus Pizza, que há sete meses ocupa o número 159 da Rua Marília de Dirceu, Ricardo Koctus, baixista da banda Pato Fu, disse que não pôde sequer olhar a situação de seu freezer nesta quarta-feira. “Como o ponto da Gasmig está na porta da minha loja, a área foi isolada”, comentou ele, que já havia contabilizado perda de cadeiras.

A pizzaria não abre às terças, então ele não estava no local na hora do temporal. Acredita que esta semana não deverá abrir o estabelecimento, já que o primeiro quarteirão, logo após a Avenida do Contorno, é o que foi mais atingido.

Uma série de estabelecimentos comerciais vizinhos a Koctus contabilizavam os estragos, que não chegaram a ser de grande porte. Mas nenhum deles abriu hoje. Gilson Júdice, proprietário da Pizzaria Marília (número 226), comentou que o parklet do local foi embora com a chuva, mas que a cozinha e as máquinas tinham sido resguardadas. Luana Garcia, gerente do L'Entrecôte de Paris (número 189), ajudava seus funcionários na limpeza do restaurante, tomado por lama.

Ricardo Koktus, dono do Koktus Pizza: 'Como o ponto da Gasmig está na porta da minha loja, a área (arrasada pelo temporal) foi isolada'. Ele já havia contabilizado perda de cadeiras (foto: Mariana Peixoto/Divulgação)
Ricardo Koktus, dono do Koktus Pizza: 'Como o ponto da Gasmig está na porta da minha loja, a área (arrasada pelo temporal) foi isolada'. Ele já havia contabilizado perda de cadeiras (foto: Mariana Peixoto/Divulgação)


Já o Hiper Frios (número 240), delicatessen aberta há poucos meses no local, estava funcionando normalmente. O Lourdes Restaurante, de comida a quilo, era o única opção para refeições neste quarteirão. Mesmo com os pratos na mesa, nenhum cliente tinha chegado até o local, que tinha a porta resguardada por funcionários da Gasmig e da PBH. Como fica no segundo andar de um antigo sobrado, ele não sofreu com entrada de água da chuva. Mas a água havia acabado no final da manhã.

“Achamos melhor abrir porque quem frequenta aqui é o pessoal que trabalhar na área. Como não veio ninguém, vou ter que jogar a comida fora. Será que a prefeitura vai indenizar?”, questionou a proprietária, Gueila Betânia, que trabalha ao lado do marido, Elzon Silveira.
(foto: Soraia Piva/EM/D.A. Press)
(foto: Soraia Piva/EM/D.A. Press)


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