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Estado de Minas

Hidrelétrica tem operação suspensa em Minas após reservatório transbordar

Com as chuvas intensas, reservatório transbordou no sábado, provocando apreensão em Monjolos, cidade situada 15 quilômetros abaixo da usina


postado em 27/01/2020 18:34 / atualizado em 27/01/2020 19:13

Bar inundado na beira do Rio Pardo Pequeno, em Monjolos, Região Central de Minas (foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação)
Bar inundado na beira do Rio Pardo Pequeno, em Monjolos, Região Central de Minas (foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação)
A Pequena Central Hidrelétrica (PCH) da Serra das Agulhas, construída no Rio Pardo Pequeno, na Região Central do estado, teve que ser desativada temporariamente após o transbordamento e “algumas avarias” em seu reservatório, por causa das fortes chuvas.  A suspensão temporária da operação foi anunciada, nesta segunda-feira, pela dona do empreendimento, a Omega Geração, em “comunicado ao mercado”.
 
Devido à intensidade das chuvas, o reservatório da hidrelétrica transbordou na manhã de sábado e provocou apreensão  na população de Monjolos – de 2,36 mil habitantes –, situada às margens do Rio Pardo Pequeno, a 15 quilômetros  da usina. 
 
O medo entre os moradores aumentou, porque circularam notícias de que a barragem teria se rompido. Mas, no mesmo dia, a Omega tranqüilizou a população, esclarecendo que houve um transbordamento. Também na manhã de sábado, Prefeitura de Monjolos, como apoio do Corpo de Bombeiros de Diamantina, montou uma força-tarefa, retirando os moradores da parte baixa.
 
Os moradores saíram rapidamente, deixando nas residências móveis e outros pertences. Foram registrados danos materiais, com a água invadindo um bar próximo ao barranco do rio que já tinha sido evacuado. Não houve vítimas.
 
Nesta segunda-feira, o comandante  da 6ª Companhia Independente do Corpo de Bombeiros de Diamantina, major Andrey Major Gomes,  informou que a situação em Monjolos está “totalmente controlada”. Ele disse que, no fim de semana, o Rio Pardo Pequeno subiu oito metros na cidade, mas a situação “voltou à normalidade”.
 
De acordo com o comunicado da Omega Geração, devido ao volume de chuva “extraordinariamente elevado” da madrugada de sábado, a vazão do Rio Pardo Pequeno atingiu níveis de “quase 100 vezes a média histórica”. Segundo a empresa, o grande volume de chuvas provocou o “transbordamento do reservatório e algumas avarias em suja barragem,  mas a casa de força, a subestação e a linha de transmissão não sofreram danos. A companhia diz que a operação da PCH foi suspensa temporariamente para reparos. A data de retorno do funcionamento da usina hidrelétrica ainda será anunciada

A  companhia lembra que, diante do aumento do transbordamento do reservatório, juntamente com as autoridades,  executou o  “Plano de Ação de Emergência (PAE) da usina. “A rápida resposta da Omega e diligente execução do PAE pela empresa e autoridades garantiu que o aumento da vazão (do Rio Pardo Pequeno) ao longo do sábado não gerasse vítimas ou conseqüências de maior impacto ao entorno”, sustentou a empresa de geração de energia. 

O comunicado lembra ainda que dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) apontam que 57 horas seguidas de chuvas na região da usina da Serra das Agulhas (construída entre os municípios de Diamantina e Monjolos) nos últimos dias e revelam que, em apenas cinco dias, choveu 132% a mais do que a média histórica de todo mês de janeiro. 

A hidrelétrica de Serra das Agulhas entrou em operação em abril de 2017, com uma capacidade instalada de 30 MW. De acordo com o processo de licenciamento, o reservatório da usina tem uma capacidade para armazenar 396.106 metros cúbicos e o espelho d água ocupa uma área de 65 hectares, o equivalente a 65 campos de futebol.
 
 


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