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Estado de Minas

Ciclone no litoral brasileiro contribui para chuva recorde em BH

Apelidado de Kurumi, o ciclone que está no litoral do Sudeste brasileiro começou a se formar na noite de quarta-feira e se acoplou ao canal de umidade da Amazônia, responsável pela chuva contínua registrada esta semana


postado em 24/01/2020 15:16 / atualizado em 24/01/2020 15:36

No gráfico, registrado por volta das 15:20 desta sexta-feira, as regiões amarelas mostram chuva intensa. (foto: Reprodução Climatempo)
No gráfico, registrado por volta das 15:20 desta sexta-feira, as regiões amarelas mostram chuva intensa. (foto: Reprodução Climatempo)
O recorde de volume de chuva registrado em Belo Horizonte ontem, de 171,8mm em 24 horas, é explicado em parte pela formação de um ciclone no litoral do Sudeste brasileiro. Apelidado de Kurumi pela Marinha, o sistema meteorológico começou a se formar na madrugada de quarta-feira.

 

A meteorologista Anete Fernandes, do Instituto Nacional de Metereologia (Inmet) em Minas Gerais, explica que o ciclone direcionou o canal de umidade da Amazônia, responsável pela chuva contínua que atingiu o Sudeste esta semana. “O ciclone atua sobre o oceano e não afeta o estado. O que aconteceu foi uma junção de fatores”, esclarece.  

 
Ou seja, os sistemas se acoplaram e o ciclone, no oceano, está “puxando” o canal de umidade. “Conforme o posicionamento do ciclone o canal acompanha”, informa a meteorologista. “Tanto é que o tempo já está mais aberto no Triângulo e no Campo das Vertentes”, diz Anete. Ela afirma que a tendência agora é que o Kurumi adentre mais para o oceano, mas a chuva deve continuar até domingo.
 
O ciclone se caracteriza por um centro de baixa pressão no oceano, causado pela elevação de ar quente, o que traz condições de tempo severo: chuva e ventos fortes. No momento, o sistema registrado no litoral brasileiro ainda é uma depressão subtropical. “À medida que ele vai se intensificando, muda de classificação, até para uma tempestade subtropical”, explica a meteorologista. Porém, não é o que deve acontecer com o Kurumi, que vai se afastar para o oceano. 
 
*Estagiário sob supervisão da editora-assistente Vera Schmitz 


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