Publicidade

Estado de Minas

Professor chama motorista de ônibus de 'macaco' em briga de trânsito

Caso ocorreu na Avenida Afonso Pena, no Centro de BH na manhã desta segunda-feira


postado em 16/12/2019 20:59 / atualizado em 16/12/2019 21:24

Policiais foram chamados por populares na Avenida Afonso Pena (foto: Google Street View/ reprodução )
Policiais foram chamados por populares na Avenida Afonso Pena (foto: Google Street View/ reprodução )
Um motorista de ônibus, de 58 anos, foi vítima de injuria racial durante uma briga de trânsito na manhã desta segunda-feira, no Centro da capital mineira. De acordo com o boletim de ocorrência, o homem foi chamado de "macaco" por um professor, de 42, que estava em um carro do modelo Citroën.

Segundo a Polícia Militar (PM), o caso ocorreu por volta de 9h50 da manhã, na Avenida Afonso Pena, próximo ao número 384. A corporação foi chamada por populares para conter as agressões.

De acordo com a versão dada pela vítima aos policiais, ele é condutor do ônibus da linha 4103 (Aparecida/Mangabeiras) e estava trafegando pela via quando deu seta para parar em um ponto. O cobrador teria dado sinal com o braço para mostrar a intenção de mudar de pista.

Entretanto, nesse momento, o professor que estava em um Citroën parou em frente ao coletivo. Foi quando professor desceu do veículo – já muito exaltado – e foi até a janela do motorista. Ele teria começado a dar diversos socos na janela enquanto repetia: "macaco". Segundo a vítima, ele não teria revidado as ofensas.

Na versão do motorista do ônibus, o professor tentou entrar no coletivo para agredir o motorista, mas foi impedido por populares. A mesma versão foi contada por passageiros que testemunharam a situação. Na versão do motorista do Citroën, o carro dele foi fechado pelo ônibus e, com a freada brusca, achou que o veículo tivesse sido danificado. Nervoso, ele desceu do carro.

O professor disse aos policiais que o motorista do ônibus o insultou primeiro. Mas, confessou ter chamado o homem de "macaco". Ele ainda disse aos policiais que o condutor do coletivo jogou água pela janela e que, por isso, ele tentou entrar o ônibus. Uma amiga, que estava no carro do professor, sustentou a mesma versão.

Todos foram levados para a delegacia para prestar depoimento. O boletim de ocorrência foi registrado como injúria racial.


Publicidade