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Estado de Minas

Homem é preso por manter 22 grupos no WhatsApp para divulgar fake news, fofoca e pornografia

As vítimas eram moradores das cidades de Araçuaí, Itinga e Coronel Murta, no Vale do Jequitinhonha


postado em 21/11/2019 20:55 / atualizado em 21/11/2019 21:09

Durante busca e apreensão na residência do suspeito, em Governador Valadares, foi apreendido o aparelho de celular utilizado para fazer as postagens e diversos chips de várias operadoras(foto: Polícia Civil/ divulgação )
Durante busca e apreensão na residência do suspeito, em Governador Valadares, foi apreendido o aparelho de celular utilizado para fazer as postagens e diversos chips de várias operadoras (foto: Polícia Civil/ divulgação )
A Policia Civil prendeu em Governador Valadares, no Leste do Estado, um homem de 42 anos, suspeito de disseminar, por meio de grupos de WhatsApp, boatos difamatórios, vídeos de sexo e nudez de adultos e também fotos sensuais de adolescentes. As vítimas eram moradores das cidades de Araçuaí, Itinga e Coronel Murta, no Vale do Jequitinhonha, envolvendo pessoas conhecidas como empresários e vereadores.

O suspeito, que teve divulgadas somente as iniciais do nome – F. A. R. C – foi detido na operação “Fake News”, comandada pelo delegado de Araçuaí, Geovane Klipel. Ele declarou era representante comercial que, atualmente, está desempregado. A polícia investiga a participação de outras pessoas nos crimes, que poderão ser presas numa segunda etapa da operação.

De acordo com as investigações, o homem criou e passou a administrar pelo menos 22 grupo de WhatsApp, sempre com a denominação “Babados de Itinga e Araçuaí", nos quais, além dos vídeos e fotos, publicava boatos de supostas traições conjugais, relações homoafetivas e troca de casais, envolvendo pessoas conhecidas das cidades do Vale do Jequitinhonha.

Durante busca e apreensão na residência do suspeito, em Governador Valadares, foi apreendido o aparelho de celular utilizado para fazer as postagens e diversos chips de várias operadoras.

Segundo o delegado Geovane Klipel, em depoimento, o suspeito confessou que realmente criou os grupos e que era responsável por algumas postagens. Porém, alegou que diversas pessoas o ajudavam no fornecimento das “informações”. Por isso, as investigações vão continuar, visando identificar e prender os “colaboradores” do esquema de divulgação de noticias caluniosas.

Ainda de acordo com uma fonte policial, o suspeito das “fake News” já morou em Itinga (distante 330 quilômetros de Governador Valadares), tendo se casado com uma mulher da cidade do Vale do Jequitinhonha, que se tornou-se conhecida nacionalmente em janeiro de 2003, quando o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou ali o Programa Fome Zero. Ele mantinha contatos com pessoas dos municípios do Jequitinhonha, que seriam suas “informantes”, alegou.

Ouvido na noite desta quinta-feira, um casal de Araçuaí , que foi vítima boatos divulgados nos grupos de WhatsApp disse que ficou aliviado com a prisão do suspeito de divulgar as noticias falsas.

A mulher, de 23 anos, disse que, nas postagens, o morador de Governador Valadares divulgou que ela estava traindo o marido, de 35. “Foi extremamente doloroso porque somos conhecidos na cidade. Ficamos aliviados com a prisão e esperamos que a Justiça seja feita", disse a mulher. O casal informou ainda que vai esperar a conclusão das investigações para ajuizar uma ação de danos contra os autores das noticias falsas.


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