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Estado de Minas

MP arquiva processo contra ex-estagiário do Colégio Magnum acusado de abusar de alunos

Inquérito da Polícia Civil concluiu que não há provas que sustentem o indiciamento de Hudson Nunes de Freitas e que não houve abuso sexual praticado por ele e nem por outras pessoas da escola ou de fora dela


postado em 13/11/2019 13:51 / atualizado em 13/11/2019 14:27

Conclusão de inquérito inocentou Hudson Nunes de Freitas, de 22 anos(foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A. Press)
Conclusão de inquérito inocentou Hudson Nunes de Freitas, de 22 anos (foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A. Press)

Na manhã desta quarta-feira, o Ministério Público confirmou que pediu o arquivamento do processo contra o ex-estagiário de educação física, Hudson Nunes de Freitas, de 22 anos. A Polícia Civil concluiu o inquérito em outubro de 2019. O auxiliar foi investigado por suspeita de estupro de vulnerável nas dependências do Colégio Magnum  – Cidade Nova, no Bairro Nova Floresta, na Região Nordeste de BH.

Hudson não foi indiciado por nenhum crime relacionado às denúncias, feitas inicialmente pela mãe de uma criança, e que chegaram a totalizar sete boletins de ocorrência. Os investigadores entenderam que não houve provas que sustentem o indiciamento e que não houve abuso sexual praticado nem por Hudson e nem por outras pessoas da escola ou de fora dela.

Durante as investigações, que resultaram em um arquivo de 385 páginas, 45 pessoas foram ouvidas e 30 horas de imagens das câmeras de segurança do colégio foram analisadas.



Nesta quarta-feira, Hudson enviou o áudio para um grupo de pais e mães de alunos do colégio e agradeceu o apoio que recebeu. “Primeiramente, é agradecer a Deus. Independente de tudo, com essa história toda, aprendi muita coisa, muita mesmo. Saber que eu sou querido por todos vocês me animou bastante. Dizer que sem vocês talvez eu não estaria aqui hoje passando essa mensagem. Dizer que eu estou extremamente feliz”, afirmou.


“Graças a Deus o caso foi arquivado. A Promotoria pediu. Graças a Deus eu venci essa batalha, mais uma na minha vida com 22 anos, uma atrás da outra. E agora é dar a volta por cima e retomar a minha vida ao normal como sempre foi”, agradeceu. “Obrigado a todas as mães que me ajudaram, me apoiaram, confiam em mim e no meu trabalho e sempre acreditaram em mim, tá bom?”, finalizou.

Os advogados afirmam que Hudson agora deve entrar com pedido de indenização por danos morais contra pais de alunos e outras pessoas que o acusaram no decorrer na investigação. Um advogado cível, que ainda não teve o nome divulgado, ficará responsável por esse processo.

Volta ao colégio

Logo após a conclusão do inquérito, o Colégio Magnum – Cidade Nova convidou Hudson para retornar à instituição de educação e recuperar seu emprego de estagiário de educação física. Entretanto, o advogado do estudante, Marciano Andrade, disse ao Estado de Minas que "ele dificilmente voltará".

Hudson segue trabalhando na escolinha do Cruzeiro, que funciona em uma academia no Bairro Palmares. “A recepção de todos por lá foi ótima. Foram super compreensíveis”, afirmou. O estudante de educação física também continua atuando como monitor em festas de aniversário e eventos. Em entrevista ao Estado de Minas, ele ainda revelou sobre a felicidade em receber a notícia do arquivamento:

Hudson Nunes de Freitas, de 22 anos

Como foi receber a notícia de que o processo havia sido arquivado?
“Recebi essa mensagem via telefone mesmo. Doutor Marciano (um dos advogados que o representam) me ligou e me comunicou que havia ido lá na Promotoria e ela havia arquivado o caso, graças a Deus”.

Como pretende dar sequência na sua carreira?
“A sequência de minha carreira é seguir a programação normal, como foi interrompida. Continuar estudando, formar na faculdade, voltar a trabalhar. Na verdade, já tinha voltado. Só tocar o rumo mesmo. É seguir em frente e com a cabeça erguida”.

*Estagiária sob supervisão do subeditor Frederico Teixeira.


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