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Estado de Minas

Suspeito de abuso sexual de alunos do Colégio Magnum presta depoimento em BH

Ex-estagiário de 22 anos é o último a ser ouvido no inquérito que apura as denúncias. Ele alega inocência. Mais de 40 pessoas já prestaram depoimento


postado em 14/10/2019 10:17 / atualizado em 14/10/2019 10:26

Caso é investigado pela equipe da 2ª Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Dopcad)(foto: Guilherme Paranaiba/EM/DA Press)
Caso é investigado pela equipe da 2ª Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Dopcad) (foto: Guilherme Paranaiba/EM/DA Press)


A Polícia Civil ouve, na manhã desta segunda-feira, o ex-estagiário de educação física Hudson Nunes de Freitas, de 22 anos, suspeito de abusar sexualmente de alunos do Colégio Magnum – Cidade Nova, na Região Nordeste de Belo Horizonte. A previsão era de que ele seria o último a ser ouvido no inquérito conduzido pela 2ª Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Dopcad). 

Por volta das 10h, havia apenas a movimentação da imprensa na porta da delegacia. Mais cedo, o Estado de Minas tentou contato telefônico com o advogado de Hudson, Marciano Soares Andrade, mas as ligações não foram atendidas. O suspeito nega os crimes. 

Na semana passada, pais e alunos da instituição, que fica no Bairro Nova Floresta, fizeram um ato para homenagear professores, funcionários e demonstrar apoio à escola diante das denúncias. Hudson esteve na manifestação e foi recebido no ato com aplausos por pais e alunos. “Sentimento de gratidão poder ser reconhecido por tudo que já fiz no colégio. Acho que as coisas vão esclarecer. Estou disposto a colaborar por qualquer coisa. Não me escondo, não podemos deixar acontecerem injustiças como esta”, disse à reportagem no último dia 11.

Desde o início das investigações, 41 pessoas foram ouvidas pela Polícia Civil. Na quinta-feira passada, policiais cumpriram um mandado de busca e apreensão na casa de Hudson e um celular foi apreendido

As denúncias vieram à tona quando uma mãe notou a mudança no comportamento do filho. A criança disse ser vítima de abusos que teriam ocorrido no banheiro da escola. Porém, durante uma reunião de pais para discutir o caso, foi relatado que o suposto envolvido não levava alunos aos sanitários. A tarefa seria exclusiva de estagiárias de pedagogia. As imagens das câmeras de segurança, já incorporadas ao inquérito, poderão elucidar os detalhes.


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