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Estado de Minas

Agentes de segurança protestam por reajuste salarial na Cidade Administrativa

Entre as reivindicações estão o pagamento de férias-prêmio e ajuda de custo. Servidores que estão há quatro anos sem reajuste ameaçam greve se o Governo não fechar acordo


postado em 16/09/2019 14:16 / atualizado em 16/09/2019 17:53

Ver galeria . 49 Fotos Agentes das forças de segurança queimam caixão depois de rejeitarem a proposta apresentada pelo Governo de MinasGladyston Rodrigues/EM/D.A.Press
Agentes das forças de segurança queimam caixão depois de rejeitarem a proposta apresentada pelo Governo de Minas (foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A.Press )

Policiais militares, policiais civis, agentes penitenciários e bombeiros de Minas Gerais protestam na tarde desta segunda-feira, no Bairro Serra Verde, Região de Venda Nova. Centenas de pessoas se reúnem no pátio da Cidade Administrativa para reivindicar o reajuste salarial, o pagamento de ajuda de custo e das férias-prêmio. Uma negociação com o governador Romeu Zema ocorre nesta tarde enquanto manifestantes ameaçam greve.

A manifestação começou pontualmente às 14h. Com blusas brancas e bandeiras do Brasil, servidores da segurança pública iniciaram o protesto cantando o Hino Nacional e a oração do Pai Nosso. De acordo com o sargento Marco Antônio Bahia, vice-presidente da Associação dos Praças Policiais e Bombeiros Militares de Minas Gerais (Aspra), já são quatro anos sem reajuste.

“A nossa pauta hoje se resume a dois pontos: uma é a reposição das perdas inflacionárias, que hoje está na ordem dos 28,82%. Por outro lado, nós temos também reivindicado junto ao governo o pagamento integral das nossas férias-prêmio. Tem mais ou menos uns dois anos que nossas férias não estão sendo pagas, bem como ajuda de custo, que são as transferências de militares, dos policiais civis de uma cidade pra outra, que também não estão sendo pagas”, reclamou.

Cartaz em referência à reclamação do procurador de Justiça do 'miserê' integra protesto(foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A. Press)
Cartaz em referência à reclamação do procurador de Justiça do 'miserê' integra protesto (foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A. Press)

O tenente-coronel Domingues de Mendonça, da reserva da Polícia Militar (PM), afirmou que servidores vão aguardar até 16h uma posição do Governo de Minas. Em seguida, os policiais vão se reunir para providências. "Com a mesma coragem que temos para combater o crime, vamos lutar pelos nossos direitos. Não vamos sair de mãos vazias", disse o representante da categoria em trio estacionado no pátio da Cidade Administrativa.

Servidores iniciaram protesto cantando o Hino Nacional e a oração do Pai Nosso(foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A. Press)
Servidores iniciaram protesto cantando o Hino Nacional e a oração do Pai Nosso (foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A. Press)


O coronel coordena o movimento de defesa dos direitos dos operadores de segurança pública e pode ser multado caso estenda o protesto para a rodovia. “Acabei de ser notificado pela Justiça, que irão me multar em R$ 100 mil se interceptarmos a BR. Agora, a Justiça esquece que estamos com nosso direito violado há quatro anos e eles não fazem nada”, manifestou.

Agentes ameaçam greve

Uma reunião com o governador Romeu Zema e os presidentes das entidades acontece simultaneamente ao protesto para discutir as reivindicações dos servidores. 

“Nosso pessoal está se matando por causa de atraso e parcelamento. Promotores, juízes e deputados estão nadando no dinheiro e a segurança pública abandonada”, disse.

Comissão da segurança pública, representante de todas as categorias, tentam entrar em um dos prédios da Cidade Administrativa para negociar com o Governo de Minas. Durante a manifestação, os servidores ameaçam uma greve. "Se não negociar, o sistema vai parar", gritam manifestantes.



* Estagiária sob supervisão da subeditora Ellen Cristie. 


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