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Estado de Minas

Juiz mantém prisão de grupo suspeito de tráfico de drogas na UFMG

Os réus participaram de audiência de instrução nessa quinta-feira, mas fizeram uso do direito de se manter em silêncio. Juiz deve dar a sentença definitiva nos próximos dias


postado em 06/09/2019 14:40 / atualizado em 06/09/2019 15:10

Investigações apontam que a venda de drogas acontecia nas dependências da UFMG(foto: Edesio Ferreira/EM/D.A Press)
Investigações apontam que a venda de drogas acontecia nas dependências da UFMG (foto: Edesio Ferreira/EM/D.A Press)

O destino dos quatro homens presos suspeitos de traficar drogas no Câmpus da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), na Pampulha, deve ser definido em breve. Os réus participaram de audiência de instrução nessa quinta-feira, mas ficaram em silêncio. O juiz manteve a prisão provisória de todos os acusados. O processo está na fase de alegações finais. Somente depois da argumentação das duas partes é que o magistrado vai dar uma sentença.

Os quatro acusados, Vítor Junio Ventura Neves dos Santos, Vinícius Haper Figueira, Philipe Augusto da Silva, e Matheus Lopes Angelo, foram presos durante uma operação da Polícia Civil contra o tráfico de drogas. A venda dos entorpecentes, segundo as investigações, acontecia, principalmente na Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (Fafich).  Durante a ação, os policiais apreenderam 144 buchas de maconha, um quilo de haxixe, além de R$ 103 em dinheiro, a maior parte em notas de R$ 2.

As investigações indicaram que o grupo se dividia em diferentes funções. Como a fabricação, fracionamento, distribuição e venda de drogas. O materia seria repassado em festas e outros eventos da cidade. Os policiais analisaram escutas telefônicas. Matheus, que é formado em engenharia química, foi apontado pela Polícia Civil como o fabricante e fornecedor dos entorpecentes.

Audiência


Nessa quinta-feira, os quatro acusados participaram de uma audiência conduzida pelo juiz Thiago Colnago, da 3ª Vara de Tóxicos de Belo Horizonte. Foram ouvidas testemunhas e os réus, que preferiram ficar em silência. O juiz não acatou o pedido das defesas dos réus de aplicar medidas alternativas. Um dos argumentos foi que dois dos presos já cometeram crimes anteriores, e outro estava em liberdade provisória. Além disso, destacou que Matheus foi flagrado com materiais e equipamentos para a produção das drogas.


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