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Estado de Minas

Contra fusão de turmas, professores protestam com ''aulão'' no Instituto de Educação

Sindicato diz que 14 turmas serão afetadas na instituição. Aulas do ensino fundamental foram suspensas


postado em 26/08/2019 12:46 / atualizado em 26/08/2019 13:26

Manifestantes se aglomeraram em frente ao Instituto de Educação para protestar contra fusão de turmas(foto: Paulo Filgueiras/EM/D.A Press)
Manifestantes se aglomeraram em frente ao Instituto de Educação para protestar contra fusão de turmas (foto: Paulo Filgueiras/EM/D.A Press)
A decisão do governo estadual de fundir turmas em 225 escolas de Minas Gerais tem deixado alunos e professores descontentes. Semana passada houve protestos em duas instituições de ensino contra a decisão, o Instituto de Educação e a Escola Estadual Santos Dumont. Nesta segunda-feira mais uma vez estudantes e profissionais de ensino se reuniram em frente ao Instituto de Educação para reivindicar a suspensão do processo de fusão. Aulas do ensino fundamental, do 6° ao 9° ano, foram suspensas.

Para o estudante Gabriel de Brito Moreira, de 17 anos, a decisão do governo pode contribuir para a precarização do ensino, “Com a fusão de turmas a superlotação das salas vai interferir diretamente na possibilidade de aprendizado do estudante, além de gerar uma dupla mão de obra e um desgaste para o professor que vai trabalhar com turmas muito lotadas. É uma medida que não prioriza a educação, o estudante e o professor”, afirma.

Denise Romano, coordenadora Geral do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), conta que o objetivo do protesto é denunciar a fusão de turmas que, segundo, afetará 14 turmas apenas no Instituto de Educação. “Não houve um processo de escuta dos professores, trabalhadores e estudantes, o estado fez de cima para baixo sem levar em consideração a opinião das comunidades que as escolas atendem. Não é pedagógico fusão de turmas em agosto, é uma reorganização completa da escola, significa uma mudança completa do quadro de professores. Levamos ao governo do estado uma reivindicação de suspensão deste processo e não obtivemos retorno”, lamenta.

Os manifestantes também reivindicaram o pagamento do piso salarial da categoria, o avanço no processo de nomeação dos concursados e o repasse integral dos 25% da verba destinada à educação, que, segundo o sindicato, foi de cerca de 17% no primeiro semestre deste ano.

O OUTRO LADO Em nota, a Secretaria do Estado de Educação informou que fundiu sete turmas no Instituto de Educação, como parte de uma série de medidas “dentro da proposta de qualificar o atendimento de toda a rede estadual de ensino e se adequar à legislação em observância ao número de alunos em sala de aula”. O texto afirma que a fusão ocorreu “sem prejudicar o aprendizado do aluno e respeitando a determinação da Lei Estadual” e foi precedida por um estudo.

 
*Estagiária sob supervisão do subeditor Frederico Teixeira


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