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Estado de Minas

Jovens tentam tirar selfie, caem em cachoeira e morrem afogados na Serra do Cipó

Segundo testemunha, eles tiravam fotos sobre as pedras quando escorregaram e caíram


postado em 15/07/2019 16:23 / atualizado em 15/07/2019 19:00

Local onde os jovens caíram na Cachoeira da Farofa, na Serra do Cipó(foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação)
Local onde os jovens caíram na Cachoeira da Farofa, na Serra do Cipó (foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação)

Dois homens morreram afogados nesse domingo, na Cachoeira da Farofa, na Serra do Cipó, em Santana do Riacho, Região Metropolitana de Belo Horizonte. 

Uma testemunha, que chamou os bombeiros, informou que as vítimas estavam tirando foto sobre as pedras quando escorregaram e caíram em “uma parte bastante profunda e suficiente para se afogar”, segundo a corporação.

O Corpo de Bombeiros informou que foi acionado por volta das 17h, porém, tiveram que iniciar os trabalhos na manhã desta segunda-feira, uma vez que já era noite quando os militares chegaram à cachoeira.

Cinco mergulhadores do Corpo de Bombeiros participaram do resgate, que iniciou às 6h e durou cerca de 40 minutos para localizar e retirar as vítimas, Ismael Elias Maia, de 26 anos, e Victor Kennedy Almeida Afonso Pena, de 27. De acordo com o bombeiro de participou do resgate, a corporação teve dificuldades na ocorrência. “Chegamos no domingo a noite mas não dava pra chegar à cachoeira, pois estava escuro e o local é de difícil acesso. Começamos os trabalhos na segunda de manhã, a água estava mais gelada que o normal”, contou o subtenente Wellington.

Militares conseguiram retirar os corpos das vítimas nesta segunda-feira(foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação)
Militares conseguiram retirar os corpos das vítimas nesta segunda-feira (foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação)


Na trilha do perigo

Quem procura se refrescar nas belas cachoeiras e rios das Minas Gerais deve estar atento às ameaças que esses lugares escondem.  Em 2018, ocorrências de afogamento em cachoeiras, lagoas e rios registraram um aumento de 19,5% em relação a 2017. Foram 619 casos no ano passado, contra 518 no anterior. Para evitar que as estatísticas aumentem neste ano, os bombeiros recomendam que as pessoas busquem informações sobre a possibilidade de chuva no local antes do passeio e que não visitem lugares proibidos e com sinalização de perigo.
 
*Sob supervisão da editora-assistente Vera Schmitz

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