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Estado de Minas

PM apreendeu mais de 100 celulares na Parada LGBT+ em BH; saiba como recuperar

Uma quadrilha de colombianos e outra de fluminenses, especialistas no roubo em grandes eventos, foram presas na capital


postado em 15/07/2019 15:09 / atualizado em 15/07/2019 15:27

Celulares furtados estavam em quarto de hotel no Centro de BH(foto: Polícia Militar/Divulgação)
Celulares furtados estavam em quarto de hotel no Centro de BH (foto: Polícia Militar/Divulgação)


Aproximadamente 170 celulares foram apreendidos no último domingo durante a Parada do Orgulho LGBT+ em Belo Horizonte. De acordo com a Polícia Militar, 23 pessoas foram presas e dois menores apreendidos. 

A maior parte do material apreendido foi com uma quadrilha de colombianos. A polícia abordou três deles na Praça da Estação, onde ocorreu a concentração do movimento. Com eles, estavam 13 celulares furtados. Outros aparelhos com queixa de furto foram rastreados e localizados em um hotel no centro da cidade. No local, foram apreendidos 108 celulares e R$ 2 mil em dinheiro.

De acordo com a PM, a quadrilha estava hospedada no hotel e já havia premeditado os crimes. “Esses colombianos pesquisam onde tem eventos com grande aglomeração de pessoas, viajam, ficam hospedados próximos e revezam os autores. Ontem eles chegaram cedo, e andavam em trios. Dois furtavam, um pegava os pertences e levava para o hotel”, contou o tenente Wesley Martins.

Quadrilha do Rio de Janeiro

Outras quatro pessoas foram presas suspeitas de furtarem 26 celulares. A quadrilha, que seria do Rio de Janeiro, estava hospedada em outro hotel no centro da capital. Segundo o policial, eles agiam igual os colombianos.


Segurança reforçada

“Foram várias estratégias utilizadas para a segurança do evento, como uso de drone e monitoramento da câmera olho vivo”, esclareceu tenente Wesley. Segundo ele, várias vítimas acompanharam as ocorrências e reconheceram os suspeitos.

Como recuperar o celular furtado?

A ocorrência foi encerrada na Central de Flagrantes II, na Região Leste da capital. A polícia informou que as vítimas que tiverem sido furtadas por essas quadrilhas podem comparecer à delegacia, na Rua Conselheiro Rocha, nº 321, Bairro Santa Tereza.

“A vítima deve identificá-lo e comparecer com documentos para comprovar a procedência e propriedade do celular, como a nota fiscal por exemplo”, afirmou o tenente Wesley


O recorde da Parada LGBT

As ocorrências não foram suficientes para estragar a festa que coloriu a cidade neste domingo. Para relembrar o surgimento do movimento LGBT , a comunidade levou em passeata o tema “Não aos retrocessos! Revivendo Stonewall”. O Centro de Luta pela Livre Orientação Sexual de Minas Gerais (Cellos-MG) acredita que cerca de 250 mil pessoas participaram do encontro, superando a expectativa de 200 mil, e batendo o recorde do evento na cidade. Em 2018, 150 mil pessoas foram às ruas. Este ano, a temática retratada teve dois pontos principais: a comemoração dos 50 anos do levante de Stonewall, que marcou o surgimento do movimento social organizado LGBT e a denúncia aos retrocessos nos direitos. Manifestantes fizeram coro de “ele não” em diversos momentos da passeata, em protesto contra o presidente Jair Bolsonaro. Além do viés político, a parada teve muita festa celebrando o amor e a diversidade. (Com informações de Larissa Ricci)
Ver galeria . 51 Fotos Com o tema 'Não aos retrocessos! Revivendo Stonewall', a 22ª Parada do Orgulho LGBT de BH ganhou as ruas do centro da capital na tarde deste domingo. A concentração começou diante do palco na Praça da Estação com discurso do prefeito Alexandre Kalil. De lá, os participantes seguiram atrás dos trios elétricos até a Praça Raul Soares Ramon Lisboa/EM/DA Press
Com o tema 'Não aos retrocessos! Revivendo Stonewall', a 22ª Parada do Orgulho LGBT de BH ganhou as ruas do centro da capital na tarde deste domingo. A concentração começou diante do palco na Praça da Estação com discurso do prefeito Alexandre Kalil. De lá, os participantes seguiram atrás dos trios elétricos até a Praça Raul Soares (foto: Ramon Lisboa/EM/DA Press )

 
* Sob supervisão da editora-assistente Vera Schmitz

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