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Estado de Minas

Adultos precisam se vacinar contra o sarampo se não estiverem imunizados

Segundo a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), os principais grupos de risco são as pessoas de seis meses a 39 anos de idade que precisam vacinar. Sarampo pode matar


postado em 13/07/2019 10:31 / atualizado em 13/07/2019 11:08

Adultos também precisam se vacinar caso não estejam imunizados(foto: Edésio Ferreira/EM/D.A.Press)
Adultos também precisam se vacinar caso não estejam imunizados (foto: Edésio Ferreira/EM/D.A.Press)
A volta de doenças que não afligiam mais a sociedade como o sarampo trouxe dúvidas a fóruns de saúde e atendimento de instituições hospitalares. A pergunta mais frequente é se adultos devem se vacinar contra o sarampo. E a resposta é sim, sarampo pode matar. A única forma de prevenção é a vacina oferecida de forma gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Segundo a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), os principais grupos de risco são as pessoas de seis meses a 39 anos de idade. "Dentre os adultos, os trabalhadores de portos e aeroportos, hotelaria e profissionais do sexo apresentam maiores chances de contrair sarampo, devido à maior exposição a indivíduos de outros países que não adotam a mesma política intensiva de controle da doença", informa a secretaria.

As crianças devem tomar duas doses da vacina combinada contra rubéola, sarampo e caxumba (tríplice viral): a primeira, com um ano de idade; a segunda dose, entre quatro e seis anos. Os adolescentes, adultos (homens e mulheres) e, principalmente, no contexto atual do risco de importação de casos, os pertencentes ao grupo de risco, também devem tomar a vacina tríplice viral ou dupla viral (contra sarampo e rubéola).

Vacinação é a única forma de se prevenir do sarampo(foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Vacinação é a única forma de se prevenir do sarampo (foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Pessoas de até 29 anos que não apresentam nenhum registro de dose da vacina tríplice viral, é necessário que tomem 2 doses da vacina, com intervalo de no mínimo 30 dias entre uma dose ou outra. Já pessoas acima de 30 anos que não apresentam nenhum registro de dose da vacina, é necessário receber apenas uma dose da vacina. Procure a sala de vacina da unidade básica de saúde mais próxima, levando o seu cartão de vacinação e um documento. Lá sua situação vacinal será avaliada e atualizada conforme recomendações do calendário básico de vacinação.

Desde o início de 2019, segundo a SES-MG, foram notificados 137 casos suspeitos de sarampo provenientes de 53 municípios no estado de Minas Gerais. Desses, 69,4% (95/137) foram descartados; 27,7% (38/137) estão sob investigação e 2,9% (4/137) casos foram confirmados, sendo um importado.

Pessoas acometidas pela doença apresentam febre, manchas avermelhadas pelo corpo (exantemas), tosse, coriza, conjuntivite (olhos vermelhos e lacrimejantes), fotofobia (sensibilidade à luz) e pequenas manchas brancas dentro da boca (manchas de Koplik).

O vírus ainda circula em grande quantidade em várias regiões da Europa e da América e por isso pode acabar sendo importado. Por isso a grande preocupação de se vacinar os refugiados venezuelanos que pedem guarida ao Brasil, uma vez que a cobertura e seu país de origem é precária. "Devido as migrações e as viagens internacionais, o vírus foi importado e voltou a circular. Além disso, a baixa imunização da população brasileira, que vem decaindo nos últimos anos, também contribuiu para a volta da circulação do vírus", informa a secretaria de saúde.

No Brasil de 1968 a 1991, o país enfrentou nove epidemias, sendo uma a cada dois anos, em média. A última grande epidemia aconteceu em 1986 com 129.942 casos. Já em 1997, ocorreu uma importante epidemia da doença que se estendeu a quase todos os estados brasileiros, com mais de 53.000 casos confirmados em todo o país. A maioria dos casos ocorreu na capital do estado de São Paulo.

Em 2018, o Brasil enfrentou a reintrodução do vírus do sarampo, com a ocorrência de surtos em 11 Estados e um total de 10.326 casos confirmados nos estados do Amazonas (9.803), Roraima (361), Pará (79), Rio Grande do Sul (46), Rio de Janeiro (20), Sergipe (4), Pernambuco (4), São Paulo (3), Bahia (3), Rondônia (2) e Distrito Federal (1). Oito Estados (Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, São Paulo, Rondônia, Pernambuco, Sergipe, Bahia e Distrito Federal) encerraram o surto em 2018.

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