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Estado de Minas

Lagoa da Pampulha: PBH bate meta em quatro dos cinco indicadores de qualidade da água

Segundo o Executivo municipal, apenas o fósforo total ainda está acima do limite dado como ideal. Contrato de manutenção vai até outubro e tem como objetivo devolver a situação do cartão-postal para o mesmo padrão de janeiro de 2018


postado em 11/06/2019 21:23

(foto: Jair Amaral/EM/D.A.Press)
(foto: Jair Amaral/EM/D.A.Press)

 

A Prefeitura de Belo Horizonte divulgou nesta terça-feira (11) um novo balanço do tratamento da água da Lagoa da Pampulha. Segundo o gerente de Gestão das Águas Urbanas da PBH Ricardo Aroeira, quatro dos cinco indicadores da qualidade da água do cartão-postal foram atingidos. O único ainda não batido foi o fósforo total, apesar de o objetivo estar próximo, de acordo com Aroeira. Os números são de maio deste ano.


Para fazer a análise, a prefeitura considera cinco parâmetros: clorofila, cianobactérias, coliformes termotolerantes e Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO), além do fósforo total. “Estamos muito próximos de atingir (a meta). Temos uma lagoa ambientalmente muito bem, sem mortandade de peixes, mau cheiro nem proliferação exagerada de algas”, explicou Ricardo Aroeira.


Segundo o representante do Executivo municipal, o índice de fósforo total está em 0,08 miligrama por litro, enquanto meta é cair para 0,05 mg/l. De acordo com Ricardo Aroeira, o índice ainda não foi batido devido a outras medidas realizadas na lagoa.


“Ainda não atingimos o fósforo por causa do desassoreamento. O revolvimento do fundo do lago, para a retirada do lixo e da terra, isto é, o sedimento, causa uma piora na qualidade da água”, afirma.


O último levantamento da prefeitura aconteceu em janeiro neste ano. Naquele balanço, três dos cinco parâmetros estavam dentro do padrão. Ou seja, mais um foi superado desde então.


Os dados só voltam a ser divulgados daqui a três meses, em setembro deste ano.


O que os números significam na prática


Atualmente, a qualidade da água da Lagoa da Pampulha está classificada na classe 3 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). Neste nível, a água pode ser usada no abastecimento para consumo humano, após tratamento convencional, por exemplo.


Pode, ainda, servir para modalidades esportivas náuticas e irrigar hortaliças e plantas frutíferas, além de aquicultura e pesca. No entanto, este não é o objetivo da prefeitura.


“Essa não é uma preocupação desta administração (os esportes náuticos), mas sim a recuperação ambiental. Nosso objetivo é a recuperação ambiental, para que a lagoa sirva como espaço contemplativo”, afirma Aroeira.


O contrato de manutenção vai até outubro deste ano e pretende devolver o ponto turístico no mesmo estágio que estava em janeiro de 2018.

 

 



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