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Estado de Minas

Mortalidade por dengue em BH já é a terceira pior da década

Capital atinge o total de 11 óbitos provocados pela doença, superando 10 casos fatais de 2013, em quadro que só não é pior que os registrados nas epidemias de 2010 e 2016


postado em 01/06/2019 06:00 / atualizado em 01/06/2019 07:39

(foto: Pixabay )
(foto: Pixabay )

A epidemia de dengue em Belo Horizonte caminha para ser uma das mais fatais da história da capital, onde o número de mortes em decorrência da doença aumenta a cada semana. Até ontem, 11 óbitos haviam sido confirmados na cidade, o terceiro maior total dos últimos 10 anos, superando até mesmo 2013, quando 10 pessoas perderam a vida e 96.126 mil casos foram confirmados.

Os dados dos últimos cinco meses ficam atrás apenas de 2016, que teve mais de 154 mil pessoas infectadas, 62 óbitos e é considerada a pior epidemia em BH, e de 2010, com 50.025 registros e 15 mortes. Em 2019, a capital já registrou 26,1 mil casos confirmados, 5,5 mil a mais do que na última semana, um aumento de 26,9%.

Paralelamente ao avanço da dengue – que segue em alta mesmo no período frio, quando historicamente os casos diminuem –, outro vírus ameaça a população da capital. O H1N1, que provocou a pandemia de gripe suína em 2009, já matou cinco pessoas em BH neste ano. Como forma de prevenção, na segunda-feira a vacinação será liberada para toda a população, estratégia adotada pela primeira vez nos 152 postos do Sistema Único de Saúde da cidade.


Enquanto outra ameaça cresce entre moradores e profissionais de saúde, a mortalidade provocada pela dengue segue um histórico preocupante na capital. Dos últimos 10 anos, em apenas cinco pacientes não perderam a vida em Belo Horizonte em decorrência da doença. Em 2019, com 11 óbitos registrados em apenas cinco meses, os dados se aproximam de 2010, quando durante o ano inteiro houve 15 mortes causadas pela virose. O quadro, porém, segue bem atrás do registrado em 2016, o pior ano da década em relação à moléstia transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, quando ocorreram 62 mortes. Também houve registro de óbitos em 2013 (10) e 2015 (2).


Dados da Saúde municipal divulgados nesta sexta-feira mostram que os casos seguem aumentando em maio, quando, historicamente, há diminuição nos registros da doença devido às baixas temperaturas e à estiagem. Além das 26,1 mil confirmações, 5,5 mil a mais do que o último boletim epidemiológico, de 24 de maio, há 52.767 casos sendo investigados, totalizando 78.867 casos prováveis. Maio é o terceiro mês com mais casos confirmados da doença, com 5.214 registros, atrás de abril, considerado o pior período, com 12.255. Março teve 6.821 diagnósticos; fevereiro, 1.429; e janeiro, 381.


A Região do Barreiro continua liderando em casos confirmados: foram 9.298 registros e outros 1.263 seguem em investigação. Em seguida vêm a Região da Pampulha, com 3.282 casos e 3.920 suspeitos, Nordeste (3.233 confirmados e 8.743 em apuração), Noroeste (2.607 e 5.245), Oeste (2.459 e 4.700), Leste (2.134 e 5.245), Venda Nova (1.330 e 10.476), Norte (1.179 e 9.621), e Centro-Sul (407 e 2.469).

Durante este fim de semana, a população poderá procurar os três Centros de Atendimento à Dengue (CAD) que vão funcionar das 7h às 18h. São serviços especializados para atender de forma espontânea pessoas com sintomas da doença. Eles ficam na Praça Modestino Sales Barbosa, 100, no Bairro Flávio Marques Lisboa (CAD Barreiro), na Rua Joaquim Gouvêia, 560, Bairro São Paulo (CAD Nordeste), e na Rua Padre Pedro Pinto, 175, 2º andar (CAD Venda Nova).


ZIKA E CHIKUNGUNYA
Outras doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti também vêm aumentando. Segundo a Saúde municipal, foram notificados 178 casos de chikungunya em residentes de Belo Horizonte. Desses, foram confirmados 31 casos, sendo nove contraídos no município, nove importados e 13 contraídos em locais com origem indefinida. Há 147 casos em investigação. Já em relação ao Zika vírus, foram notificados 196 casos em residentes de Belo Horizonte. Há um caso confirmado da doença. Outros 95 casos foram descartados e 100 permanecem em investigação.


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