Publicidade

Estado de Minas

Barão de Cocais: placa que se desprendeu de talude tinha 600 metros quadrados

Informação foi repassada por geotécnicos da Vale ao major Marcos Pereira, que comanda as operações na cidade da Região Central do estado


postado em 31/05/2019 17:54 / atualizado em 31/05/2019 18:34

(foto: Divulgação/TJMG)
(foto: Divulgação/TJMG)

 
A pequena porção do talude norte da Mina de Gongo Soco, que se desprendeu na madrugada desta sexta-feira em Barão de Cocais, na Região Central do estado, tinha 600 m², de acordo com informações de geotécnicos da Vale repassadas ao major Marcos Pereira, comandante das operações na cidade. Segundo a empresa, a porção tinha 20 metros de largura e 30 metros de altura.

O fato aconteceu por volta das 5h. e não abalou a Barragem Sul Superior, situada no mesmo complexo minerário e em iminente risco de rompimento desde 22 de março.  

“Esses blocos se acomodaram no fundo da cava. As primeiras avaliações indicam que o material está deslizando de forma gradual, o que até o momento corrobora as estimativas de que o desprendimento do talude deverá ocorrer sem maiores consequências”, informou a Vale, por meio de nota. 

A mineradora ressalta que tanto a cava quanto a barragem, com distância de 1,5 quilômetro uma da outra, são monitoradas de forma remota 24 horas por dia por drone, um radar e uma estação robótica. Esses dois últimos são capazes de detectar movimentações milimétricas, segundo a Vale. 

 “Foi um desprendimento de uma parte insignificante, segundo o empreendedor, que caiu dentro da cava e ali ele foi acondicionado e não trouxe nenhuma característica de gatilho ou possível tremor que viesse a ter consequências na Barragem Sul Superior”, destacou o tenente-coronel Flávio Godinho, coordenador-adjunto da Defesa Civil estadual. 

Segundo ele, o fato não altera os trabalhos da Defesa Civil nos próximos dias. “As ações continuam de monitorar, de acompanhar cada situação, já era previsto que esse talude poderia romper na sua totalidade ou partes dele e isso vem concretizando a cada dia que aumenta a velocidade desse deslocamento”, pontuou o militar. 

De acordo com a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec), o cenário mais provável é que ocorra um deslizamento com assentamento gradual do talude no fundo da cava da mineração, o que pode preservar a barragem. A cava, que é o local de onde se extraiu o minério, tem cerca de 110 metros de profundidade, sendo que a água acumulada dos lençóis freáticos e chuva está ao nível de 50 metros.


Publicidade