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Estado de Minas

Justiça decreta prisão de assassino de Paracatu

Rudson Aragão Guimarães, de 39 anos, está no presídio da cidade da tragédia desde o último sábado (25). Ele matou quatro pessoas em um massacre ocorrido na última terça (21)


postado em 27/05/2019 21:15

Ver galeria . 3 Fotos Informações ainda são superficiais, mas a ex-namorada do atirador está entre os óbitos. Ele chegou a fazer um refém no templo religioso antes da chegada da políciaReprodução/WhatsApp
Informações ainda são superficiais, mas a ex-namorada do atirador está entre os óbitos. Ele chegou a fazer um refém no templo religioso antes da chegada da polícia (foto: Reprodução/WhatsApp )

 

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) converteu para preventiva a prisão de Rudson Aragão Guimarães, de 39 anos, o homem que matou quatro pessoas, na última terça-feira (21), em Paracatu, na Região Noroeste do estado.


Rudson está preso desde o último sábado (25). Antes, ele estava detido temporariamente, ou seja, só poderia ficar detido por até cinco dias. Agora, o principal suspeito do crime poderá permanecer encarcerado enquanto o processo corre no Poder Judiciário.


Segundo o juiz José Rubens Borges Matos, da Vara de Feitos Criminais e da Infância e da Juventude de Paracatu, há indícios de que o homem matou a golpes de canivete a ex-namorada, Heloísa Vieira Andrade, de 59 anos, e mais três pessoas, a tiros, no meio de um culto, dentro da Igreja Batista Shalom.


Também morreram Rosângela Albernaz, de 50; Marilene Martins de Melo Neves, 52; e Antônio Rama, 67, pai do pastor Evandro Rama, que celebrava o culto no momento da ocorrência.

 

 


Para o magistrado, a materialidade da infração penal ficou configurada pelo auto de prisão em flagrante delito e há indícios suficientes de autoria.


De acordo com o juiz, pesaram para a decisão a necessidade da instrução criminal, pois a resposta do acusado aos agentes policiais, a análise dos seus antecedentes e a execução dos crimes indicam que ele poderia voltar a cometer crimes.


Inclusive porque o principal alvo de Rudson, de acordo com investigações da Polícia Civil, era o pastor Evandro Rama. Uma eventual liberdade do suspeito colocaria Rama em risco.

 

Hospital onde estava internado o autor do crime, Rudson Aragão Guimarães(foto: Carlos Vieira/CB/D.A Press )
Hospital onde estava internado o autor do crime, Rudson Aragão Guimarães (foto: Carlos Vieira/CB/D.A Press )
 


A repercussão do delito, que gerou comoção nacional, e sua natureza gravíssima, que impõe o acautelamento do meio social., também motivaram o decreto do juiz.


Segundo o magistrado, os quatro homicídios justificam a decretação da prisão cautelar, “exigindo uma resposta enérgica por parte do Poder Judiciário”.


No dia do fato, Rudson foi ferido com um tiro na clavícula. Ele ficou até o último sábado internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Lá, tentou cometer suicídio essa semana, mesmo algemado e preso a uma maca. A vigilância teve de ser redobrada.


Inquérito


A primeira hipótese das investigações é de que Rudson se enfureceu por ter sido destituído da liderança da igreja. Ele teria tido um atrito com o pastor Evandro Rama há dois meses, que resultou no seu afastamento da liderança do espaço religioso. O suspeito ocupava o cargo de intercessor na igreja.


Ele auxiliava Rama a conduzir orações para os fiéis. Mas, há dois meses, depois de ser alertado de problemas pessoais do assassino, o pastor o retirou da função.


O líder religioso ainda tentou auxiliá-lo, mas Rudson não se mostrou interessado nos conselhos do pastor. Sendo assim, Evandro o expulsou da igreja.


Segundo fiéis, a partir desse episódio, o suspeito passou a proferir ofensas ao pastor nas redes sociais, o que deixou o pastor muito assustado.

 

Com informações do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) e de Junia Oliveira 


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