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Estado de Minas

Deputados ouvem executivos da Vale em sessão da CPI de Brumadinho

Joaquim Pedro de Toledo e Alexandre de Paula Campanha são os presentes na Assembleia Legislativa nesta quinta-feira


postado em 23/05/2019 12:48 / atualizado em 23/05/2019 13:10

Joaquim Pedro de Toledo (canto esquerdo) foi o primeiro a falar e ficou de frente para os protestos dos familiares dos atingidos(foto: Jair Amaral/EM/D.A PRESS)
Joaquim Pedro de Toledo (canto esquerdo) foi o primeiro a falar e ficou de frente para os protestos dos familiares dos atingidos (foto: Jair Amaral/EM/D.A PRESS)
Os deputados integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) de Brumadinho ouvem, nesta quinta-feira, dois executivos da Vale sobre o rompimento da barragem em 25 de janeiro. A convocação de hoje foi feita para Joaquim Pedro de Toledo, gerente-executivo de Planejamento e Programação do Corredor Sudeste, e Alexandre de Paula Campanha, gerente-executivo de Geotecnia Corporativa. Os trabalhos acontecem sob protestos de parentes das vítimas.

Cartazes e faixas responsabilizando os depoentes pela tragédia, além do nome e foto dos mortos foram exibidos na área destinada ao público que acompanha a sessão.

Até às 12h30 apenas Joaquim tinha falado aos deputados. Ele respondeu primeiro as perguntas do relator da CPI, deputado André Quintão e em seguida respondeu questões dos deputados Sargento Rodrigues, Noraldino Júnior e Beatriz Cerqueira. Alexandre Campanha ainda aguarda para ser ouvido.

Joaquim manteve a linha de depoimentos que tem sido comum entre os funcionários da Vale que são investigados e também estiveram na CPI, com respostas que não apontam motivos da tragédia e isentam seus setores de responsabilidade.

"Fica claro que a barragem apresentava sinais de instabilidade e as providências que deveriam ser tomadas pelas gerências corporativa e também de geotecnia operacional também não foram tomadas. Principalmente o acionamento do Plano de Ação Emergencial, que poderia ter evacuado a área e salvado a vida de quase 300 pessoas", diz o relator da CPI, André Quintão.

Rostos dos atingidos foram impressos e colocados no acesso ao Plenarinho IV, onde ocorrem os depoimentos e as sessões da CPI(foto: Jair Amaral/EM/D.A PRESS)
Rostos dos atingidos foram impressos e colocados no acesso ao Plenarinho IV, onde ocorrem os depoimentos e as sessões da CPI (foto: Jair Amaral/EM/D.A PRESS)


O deputado também destacou uma mobilização da mineradora para evitar responsabilização de setores mais altos na hierarquia da empresa. "Além disso fica nítida uma estratégia de defesa da Vale em blindar os seus escalões superiores. É uma espécie de jogo de empurra entre uma área e outra, mas sem responsabilizar ou dar a exata noção de quem tomou a decisão de não acionar o plano de emergência", diz Quintão.

Entre os parentes de atingidos que acompanham os depoimentos, Andresa Rodrigues, que é mãe do jovem Bruno Rocha Rodrigues. Ele tinha 26 anos quando foi morto pela onda de lama e trabalhava como técnico em processamento na Vale. "Eu morro um pouco a cada dia. Os familiares morrem um pouco a cada dia. A Vale não assassinou 270 pessoas, ela assassinou seus familiares também", diz ela.

O depoimento de Joaquim Pedro terminou por volta das 12h30. Alexandre Campanha começou a ser ouvido às 12h45.


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