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Estado de Minas

Manifestantes em defesa dos animais protestam contra maus-tratos

Grupo saiu da região do Mercado Central e seguiu pela Avenida Amazonas até a Praça Sete. Integrantes do protesto são contra os abusos e a comercialização dos bichos


postado em 19/05/2019 11:29 / atualizado em 19/05/2019 11:52

Manifestantes usaram apitos e carregaram faixas e cartazes para chamar a atenção para os maus-tratos(foto: Túlio Santos/EM/D.A PRESS)
Manifestantes usaram apitos e carregaram faixas e cartazes para chamar a atenção para os maus-tratos (foto: Túlio Santos/EM/D.A PRESS)
Um grupo de manifestantes se reuniu na manhã deste domingo para um protesto contra a venda e os maus-tratos praticados contra os animais no Centro de Belo Horizonte.

O objetivo do grupo era fazer a concentração na calçada em frente ao Mercado Central, mas uma liminar da Justiça impediu que o grupo se reunisse no Mercado. Os manifestantes, então, caminharam da Avenida Amazonas, na porta do estabelecimento, até a Praça Sete.

Munidos de faixas e cartazes, eles protestaram contra a crueldade praticada contra os bichos, tanto domésticos quanto silvestres. “Pela vida, a favor dos animais”, gritavam enquanto passavam pela Amazonas.



Uma faixa de grandes proporções com os dizeres “crueldade nunca mais” foi ostentada durante o protesto. “O objetivo é conscientizar a população para a crueldade envolvida no comércio de animais domésticos e silvestres. Tanto antes, quanto durante e depois desse comércio”, diz Adriana Araújo, coordenadora do Movimento Mineiro Pelos Direitos dos Animais, entidade que, segundo ela, recebe todo tipo de denúncia relacionada a maus-tratos.

Ela conta que, no caso dos animais silvestres, as condições impostas por traficantes são degradantes. Já os domésticos sofrem a exploração pela questão comercial. “No caso dos domésticos, as matrizes são mantidas em fundos de quintal até a exaustão, sendo exploradas até não darem conta mais de reproduzir”, afirma.

“Por si só o fato de serem colocados como objeto, como mercadoria e como produto já é suficiente para estarmos nas ruas”, acrescenta Adriana. A manifestação do grupo teve acompanhamento da Polícia Militar e ocupou parte da Avenida Amazonas, sem bloquear completamente o tráfego na via.

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