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Estado de Minas

Medo da dengue lota postos de saúde em Belo Horizonte neste sábado

Na capital, quatro pessoas morreram em decorrência da doença


postado em 11/05/2019 13:47 / atualizado em 11/05/2019 14:47

Integrantes da mesma família buscam socorro, com as queixas de dor por todo o corpo(foto: Leandro Couri/EM/D.A press)
Integrantes da mesma família buscam socorro, com as queixas de dor por todo o corpo (foto: Leandro Couri/EM/D.A press)
O anúncio oficial de que quatro pessoas em Belo Horizonte morreram em decorrência da dengue e o medo de contrair a doença levam muita gente, na manhã deste sábado (11), aos centros de saúde, unidades de Pronto-Atendimento (Upas) e, principalmente, aos recém-criados CADs nas regionais Barreiro, em Venda Nova e Nordeste. Funcionando nos segundo andar do Complexo de Saúde do Barreiro, no Bairro Flávio Marques Lisboa, o Centro de Atendimento à Dengue Barreiro recebeu, até as 11h deste sábado, cerca de 100 pessoas. Muitas vezes, integrantes da mesma família buscam socorro, com as queixas de dor por todo o corpo, manchas vermelhas, coceira e outros sintomas.
 
Hoje os CADs ficarão abertos até 18h, assim como os centros de saúde Santa Terezinha, na Pampulha (Rua Senador Virgílio Távora, 157, Bairro Santa Terezinha), São Bernardo, na Norte (Rua Vasco da Gama, 334, Bairro São Bernardo) e Andradas, em Venda Nova (Rua Mariana Amélia de Azevedo, 21, no Bairro São João Batista).
 
Moradora do Bairro Tirol, na Região do Barreiro, Alexandra Silveira, de 43 anos, está com dengue pela primeira vez e achou melhor procurar o serviço do CAD Barreiro. Mas ela não foi sozinha – a mãe, Vera Lúcia Silveira Prado, de 66 também foi picada pelo mosquito Aedes aegypti, e por estar com as plaquetas muito baixas, buscou de novo o atendimento munida de todos os exames. “É a segunda vez que tenho dengue, então não se pode brincar”, afirmou Vera Lúcia. Para entender: a plaqueta sanguínea ou trombócito tem a função de parar sangramentos, aglomerando-se e formando coágulos em lesões nos vasos sanguíneos.
 
Segundo o gerente de Atenção Primária à Saúde, da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Fabiano Gonçalves, o número de atendimentos continua alto em Belo Horizonte, embora acredite numa queda no número de casos na próxima semana, tendo em vista a baixa de temperatura. “Nesta época, em maio do ano passado, o número estava reduzido, numa situação bem diferente de agora”, disse Gonçalves, lembrando que a explosão, em 2019, começou no fim de março.
 
(foto: Leandro Couri/EM/D.A press)
(foto: Leandro Couri/EM/D.A press)
Mesmo com a criação dos CADs para desafogar as UPAs, muita gente ainda vai na segunda opção. Na Região Centro-Sul, a Unidade de Pronto-Atendimento no Bairro Santa Efigênia ficou lotada. Uma mulher protegida por um cobertor disse que não está dengue, “mas com doença respiratória”, mas viu muita gente se queixando da doença que virou epidemia em BH. Já uma moça, que prefere não se identificar, aguardava atendimento: “Estou com muita dor no corpo e achei melhor vir aqui”. Na UPA, há 25 leitos e os médicos indicam que as pessoas com suspeitas de dengue deve se dirigir aos CADs, pois o protocolo garante agilidade e melhor atendimento.

ONDE BUSCAR ATENDIMENTO NESTE SÁBADO

1) CENTRO DE ATENDIMENTO À DENGUE (CAD) - Até 18h

CAD Barreiro
Localizado no segundo andar do Complexo de Saúde do Barreiro
Praça Modestino Sales Barbosa, 100 (antiga Praça da Febem), no Bairro Flávio Marques Lisboa

CAD Venda Nova
Rua Padre Pedro Pinto, 175, segundo andar

CAD Nordeste
Rua Joaquim Gouveia, 560, Bairro São Paulo

2) CENTROS DE SAÚDE - Até 17h
 
Santa Terezinha, na Regional Pampulha
Rua Senador Virgílio Távora, 157, Bairro Santa Terezinha

São Bernardo, na Regional Norte
Rua Vasco da Gama, 334, Bairro São Bernardo

Andradas, na Regional Venda Nova
Rua Mariana Amélia de Azevedo, 21, no Bairro São João Batista


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