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Estado de Minas

Dengue dispara e registra a maior alta semanal em BH, com 11.979 novos casos prováveis

Já foram confirmadas quatro mortes e 10.490 diagnósticos da doença na capital mineira. Outros 33.546 casos continuam em investigação


postado em 11/05/2019 06:00 / atualizado em 11/05/2019 07:57

Centro exclusivo para pacientes de dengue, criado para desafogar as UPAs. Em uma semana, foram notificados 11.979 novos casos prováveis da doença em BH(foto: Paulo Filgueiras/EM/D.A. Press - 27/4/19)
Centro exclusivo para pacientes de dengue, criado para desafogar as UPAs. Em uma semana, foram notificados 11.979 novos casos prováveis da doença em BH (foto: Paulo Filgueiras/EM/D.A. Press - 27/4/19)


Uma epidemia que avança a cada boletim divulgado pelos órgãos públicos. Em nova atualização comunicada ontem, a Secretaria Municipal de Saúde informou que Belo Horizonte teve suas primeiras vidas perdidas na batalha contra a dengue. Quatro pessoas morreram na cidade vítimas da doença, enquanto os casos confirmados da enfermidade saltaram para 10.490. Outros 33.546 estão em análise. Os dados assustam também quanto ao crescimento dos casos prováveis da doença (soma dos confirmados com os suspeitos). Em uma semana, BH teve seu maior aumento desde o início do ano neste quesito: um acréscimo de 11.979 diagnósticos prováveis na comparação entre o informativo de ontem e o da semana passada.


O avanço entre os dois boletins anteriores tinha sido de 6.883. Hoje, mais uma vez, a prefeitura abre três dos seus postos de saúde, situados nas regiões Norte, Venda Nova e Pampulha, e os três Centros de Atendimento à Dengue (CAD), nas regionais Barreiro, Nordeste e Venda Nova, para prestar apoio à população e desafogar as Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs). Os centros funcionam das 8h às 17h.

Em uma semana, Belo Horizonte confirmou 2.726 casos de dengue, também o maior aumento do ano. A Região do Barreiro continua na liderança do ranking da dengue na cidade, com 2.773 registros. Ela vem seguida da Nordeste (1.341 casos), Noroeste (1.297), Pampulha (1.207) e Venda Nova (978). Na contramão, a Centro-Sul tem menos quadros confirmados, com 249.


No boletim divulgado ontem, a secretaria pontuou que outras doenças contribuíram para o agravamento do quadro clínico em dois dos quatro casos que levaram pacientes ao óbito. A Região Metropolitana de Belo Horizonte lidera o número de mortes por dengue no estado. Foram ao menos 16 vidas perdidas nas 39 cidades da Grande BH: nove em Betim, o maior número em Minas, as quatro de BH, duas em Contagem e uma em Ibirité. No estado, são ao menos 29 mortes.


Para se ter uma ideia, mais de 94% das cidades da Grande BH vivem epidemia da dengue – caracterizada pela de casos prováveis maior que 300 por 100 mil habitantes. Apenas Raposos e Nova Lima não enfrentam um quadro crítico da doença. Em Belo Horizonte, a Secretaria de Estado de Saúde informa que a taxa é de 1.515,96. A pior situação é de Mário Campos com 5.865,72. Nesta semana, Taquaraçu de Minas, Santa Luzia e Brumadinho também entraram em epidemia.

Os casos prováveis em Minas, que somam confirmados e suspeitos, já passa de 209 mil, se aproximando do ano de 2010, quando o número foi de 212 mil casos de dengue. As previsões são de que esse total seja ultrapassado já na semana que vem, colocando 2019 como a terceira pior epidemia de dengue da década, perdendo apenas para 2016 e 2013.

A reportagem procurou a Secretaria Municipal de Saúde para apurar o perfil dos mortos em BH, como idade, sexo e regional onde o óbito foi computado. Mas a pasta não detalhou as informações.


ZIKA E CHIKUNGUNYA Se o quadro da dengue apresentou o maior crescimento do ano, as outras doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti estão estagnadas. Segundo o último balanço divulgado pela prefeitura, foram notificados 141 casos de chikungunya em residentes de Belo Horizonte, 16 dos quais confirmados. Desses, seis contraídos no município, seis importados e quatro com origem indefinida. Há 125 registros em investigação para a doença. As notificações de zika somam 119: uma confirmada, 65 descartadas e 53 ainda em investigação. Os números das duas enfermidades permanecem os mesmos da semana passada, de acordo com a Secretaria de Saúde.

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