Publicidade

Estado de Minas

Buscas em Brumadinho se aproximam dos 100 dias com 37 pessoas ainda desaparecidas

Expectativa é que evolução da identificação dos casos pendentes no IML possa diminuir o número de quem ainda é considerado como não encontrado em meio à lama da Vale


postado em 03/05/2019 10:05

Localização de um corpo completo no domingo de Páscoa e com baixo estágio de decomposição para o tempo decorrido chamou a atenção dos bombeiros(foto: Leandro Couri/EM/D.A PRESS)
Localização de um corpo completo no domingo de Páscoa e com baixo estágio de decomposição para o tempo decorrido chamou a atenção dos bombeiros (foto: Leandro Couri/EM/D.A PRESS)
As buscas pelas vítimas da tragédia da Vale em Brumadinho entram neste sábado no 100º dia. O planejamento do Corpo de Bombeiros já prevê a manutenção da mobilização de militares nos mesmos moldes do que é praticado desde o início dos trabalhos pelo menos até o fim deste mês, conforme anunciado pela corporação quando o desastre completou três meses.

A expectativa dos bombeiros é que o número de 37 desaparecidos possa diminuir a partir do avanço das identificações pendentes no Instituto Médico Legal (IML). Segundo a Polícia Civil, 192 casos estão em processo de identificação e podem reduzir consideravelmente esse número. Porém, também é possível que os segmentos que forem identificados daqui para frente sejam de pessoas que já tiveram as identificações confirmadas, já que são muitos segmentos de corpos. Porém, como os bombeiros seguem tendo bons resultados nas buscas, esse trabalho continua.    

Entre as curiosidades das buscas está a localização de um corpo completo no domingo de Páscoa, conforme o Estado de Minas mostrou em 25 de abril. O trabalho de inteligência desenvolvido pelos bombeiros levou a corporação a achar o corpo exatamente na região onde os militares esperavam encontrar, inclusive com os documentos da pessoa no bolso.

Uma coisa que chamou a atenção da capitã Thaise Rodrigues Rocha, que é chefe do planejamento das operações de busca, foi o estágio de decomposição, que não estava tão avançado quanto o esperado para esse tempo. “Acreditamos que, como as vítimas estão debaixo de lama, não têm tanto contato com oxigênio e por isso não há proliferação de bactérias de decomposição de forma tão rápida”, disse a militar, na ocasião.

O desastre da Vale já deixou até o momento 233 mortos devidamente identificados. Outros 40 nomes que chegaram a figurar na lista de desaparecidos da Polícia Civil foram retirados por diferentes motivos: tentativa de estelionato, nomes dobrados, localização das pessoas vivas e também nomes colocados por engano. 


Publicidade