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Estado de Minas

Água parada e mosquitos motivam ação contra dengue no Mineirinho antes de final do vôlei

Infestação de insetos na semana em que 15 mil pessoas participaram de missa e outras 12 mil devem acompanhar final da Superliga feminina chamou a atenção para riscos de dengue na Pampulha


postado em 19/04/2019 10:59 / atualizado em 24/04/2019 19:46

Agente de combate a endemia joga inseticida para matar mosquitos adultos em volta de calha que acumula água no Mineirinho(foto: Edésio Ferreira/EM/D.A PRESS)
Agente de combate a endemia joga inseticida para matar mosquitos adultos em volta de calha que acumula água no Mineirinho (foto: Edésio Ferreira/EM/D.A PRESS)

Na véspera da decisão da Superliga feminina de vôlei no Mineirinho, um dos templos mundiais do esporte, o ginásio que fica na Região da Pampulha passou por uma ação da Prefeitura de Belo Horizonte para tentar acabar com a infestação de mosquitos, principalmente o Aedes aegypti, transmissor da dengue.

Ao longo de toda a semana o problema ficou evidente com a presença das jogadoras e comissões técnicas do Minas Tênis Clube e do Praia Clube de Uberlândia (Triângulo Mineiro) durante treinamentos preparatórios para o primeiro jogo da decisão, que acontece neste domingo. O próprio Minas, preocupado com a saúde das atletas e dos cerca de 12 mil torcedores esperados para o jogo, acionou a Prefeitura de BH informando sobre a situação, o que gerou uma ação na tarde de ontem e na manhã de hoje de controle do vetor da doença que vem gerando uma epidemia em BH e em outras cidades do estado. Em Minas já são 121.699 casos entre prováveis e confirmados e 14 mortes. BH tem 4.185 casos confirmados, conforme o último boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES/MG).
Equipe composta por quatro agentes aplicando inseticida atuou na manhã desta sexta-feira no Mineirinho(foto: Edésio Ferreira/EM/D.A PRESS)
Equipe composta por quatro agentes aplicando inseticida atuou na manhã desta sexta-feira no Mineirinho (foto: Edésio Ferreira/EM/D.A PRESS)


Vestidos com roupas especiais, agentes de combate a endemias da Gerência de Controle de Zoonoses da Reginal Pampulha da PBH percorreram todo o entorno do ginásio em busca de focos do Aedes aegypti aplicando inseticida ao redor da estrutura. O objetivo da ação de hoje é matar o mosquito adulto, através do uso de um adulticida, segundo os técnicos.

Ontem, o objetivo foi aplicar o chamado larvicida, para combater a fase de larva do mosquito em pontos de água parada. O principal desafio é uma calha que circunda o ginásio e acumula muita água de forma crônica no Mineirinho. A situação de infestação de mosquitos incomodou as atletas que vão participar da final da Superliga feminina de vôlei. Na quarta-feira, as jogadoras do Minas tiveram até que usar repelentes para treinar.

Veja imagens da calha que acumula água ao redor do ginásio



Ontem, quando o Mineirinho recebeu cerca de 15 mil fiéis para a Missa da Unidade, celebração religiosa da quinta-feira santa, o problema voltou a se repetir, com várias reclamações sobre os insetos. Em nota, a Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, informou que o Mineirinho é considerado ponto estratégico, sendo vistoriado pelos agentes de combate a endemias quinzenalmente. "Esta vistoria é feita na parte interna e externa do ginásio, com aplicação de larvicida e inseticida, quando necessário", informou a administração municipal.



De acordo com a prefeitura, o responsável pelo ginásio solicitou uma nova aplicação do inseticida na área interna, além das já realizadas pelas vistorias programadas. A equipe de zoonoses esteve no local, fez uma avaliação técnica e agendou a ação para ontem, 18/04. Porém, os agentes não foram autorizados a fazer a aplicação do inseticida usado para o mosquito adulto, pois o espaço estava sendo utilizado. Por se tratar de local fechado, a aplicação do inseticida não é indicada com presença de pessoas.



“Em comum acordo entre equipe de zoonoses e direção do Mineirinho foi agendada para hoje a aplicação do inseticida para combater o mosquito adulto. A Secretaria Municipal de Saúde orienta a população a não jogar copos e garrafas que possam acumular água no Mineirinho e em seu entorno”, diz o texto encaminhado à reportagem.

Primeiro jogo da decisão da Superliga está marcado para domingo, no Mineirinho(foto: Edésio Ferreira/EM/D.A PRESS)
Primeiro jogo da decisão da Superliga está marcado para domingo, no Mineirinho (foto: Edésio Ferreira/EM/D.A PRESS)


Porém, apesar da presença dos técnicos no local, o ginásio já estava sendo usado para o treino das jogadoras do Praia e em seguida recebe as atletas do Minas. Essa situação impediu a aplicação na área da quadra e das arquibancadas, apenas na parte externa e tambem nos anéis de acesso às cadeiras e arquibancadas. De acordo com os agentes, não é mais possível aplicar na parte de dentro pelo nível de ocupação do ginásio de hoje até domingo, seja pelas atletas em treinamento ou pela equipe que está preparando o Mineirinho para a grande final entre as duas equipes de Minas Gerais.

Hoje, a mudança já era perceptível a partir da aplicação dos inseticidas. Diferente do início da semana, a concentração de mosquitos se reduziu bastante. %u200B

Por meio de nota, a  Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese), por meio da Subsecretaria de Esportes, afirmou que desde o final de 2017 foram feitas intervenções visando o combate ao mosquito Aedes aegytpi no estádio do Mineirinho, como reformas de caixas d'água e limpeza das calhas e canaletas. “Após as apresentações do Cirque du Soleil, último evento grande, todos os entulhos também foram retirados.  Por causa da proximidade com a Lagoa da Pampulha, é comum a presença de grande quantidade de mosquitos em toda a região do entorno do estádio, mas que não são necessariamente o Aedes aegypti. Mesmo assim, o Estado, em parceria com a Prefeitura de Belo Horizonte, mantém a limpeza rotineira do espaço, inclusive com ações contra o mosquito da dengue”, afirmou.

Segundo a pasta, uma equipe da Secretaria de Esportes foi ao local nesta sexta-feira para “verificação e avaliação sobre a necessidade de novas providências”.

Parte interna da quadra e arquibancadas não foram contempladas pela aplicação de inseticida, mas anéis de acesso dos torcedores receberam o tratamento químico(foto: Edésio Ferreira/EM/D.A PRESS)
Parte interna da quadra e arquibancadas não foram contempladas pela aplicação de inseticida, mas anéis de acesso dos torcedores receberam o tratamento químico (foto: Edésio Ferreira/EM/D.A PRESS)

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