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Estado de Minas

Burocracia dificulta identificação de vítimas da barragem em Brumadinho

De acordo com os deputados estaduais componentes da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), Vale não cumpre com obrigações e Estado dificulta situação


postado em 11/04/2019 15:10 / atualizado em 11/04/2019 16:01

(foto: Componentes da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) visitam Instituto de Criminalística)
(foto: Componentes da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) visitam Instituto de Criminalística)

O não cumprimento de obrigações da Vale, firmadas na presença do Ministério Público, mais a burocracia do estado impede que maior número de corpos da tragédia em Brumadinho sejam identificados. Essa é uma das conclusões da visita surpresa que os deputados estaduais componentes da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) fazem na tarde desta quinta-feira ao Instituto de Criminalística, na capital.

No local, são feitos os exames de DNA dos desaparecidos durante o rompimento da barragem da mina do Feijão, em 25 de janeiro, em Brumadinho. Segundo o diretor do Instituto de Criminalística, Dário Luiz Lopes, a Vale não entregou ainda muitos dos equipamentos, fundamentais para celeridade do serviço.

Mas há casos mais preocupantes, segundo os parlamentares, como um gerador entregue pela Vale há duas semanas e sem uso. Como o equipamento ainda não foi incorporado ao patrimônio de estado, está parado. O gerador tem capacidade para 100 litros de óleo diesel, mas, ontem, tinha apenas 20 litros, pois não é possível bem comprar o combustível devido ao embaraço na esfera estadual. 


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