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Estado de Minas

Polícia Civil abre inquérito para investigar terapeuta Deva Nishok por abuso sexual

Segundo a corporação, investigações estão em andamento, mas em sigilo pela natureza do inquérito; Tadeu Horta, o Deva Nishok, desenvolve um método de tantra em Itapeva, na Região Sul do estado


postado em 27/03/2019 20:00 / atualizado em 27/03/2019 20:10

(foto: Divulgação/Centro Metamorfose )
(foto: Divulgação/Centro Metamorfose )

 

A Polícia Civil de Minas Gerais abriu inquérito para investigar denúncias de abuso sexual contra o terapeuta Tadeu Horta, conhecido como Deva Nishok. Ele é fundador da Comunna Metamorfose, comunidade terapêutica que atende em Itapeva, na Região Sul de Minas Gerais.


Segundo a corporação, o inquérito corre sob sigilo em razão da natureza da investigação. A informação foi divulgada primeiramente pela Folha de S. Paulo e confirmada pelo Estado de Minas. O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) também apura o caso.


Criador do método de tantra Deva Nishok, Tadeu Horta se dedica à área desde 1996. As atividades consideram cinco níveis, que envolvem, inclusive, estímulos ao clitóris e à próstata. Por meio das massagens, Tadeu Horta afirma que é possível atingir a cura, a descoberta dos prazeres do corpo e o aspecto divino de cada um.


Em entrevista à Folha de S. Paulo, uma ex-voluntária da Comunna Metamorfose, de 24 anos, acusa Deva Nishok de abusar sexualmente dela em uma consulta. “Ele usava nomenclaturas que eu não entendia e, após algumas explicações, pôs a boca no meu genital”, afirma. A técnica, denominada extrusão clitoriana, só é permitida nas massagens entre casais.


As regras do procedimento também preveem a estimulação física dos genitais, mas não o sexo. Quem conduz o trabalho, por exemplo, não pode ficar nu e precisa usar luvas para garantir a higiene do ato.


“Fiquei incomodada. Perguntei se não tinha outra forma, pedi para ele parar, mas ele disse que não tinha. Falou que ele era um mestre, que aquilo era uma oportunidade de aprendizado. E continuou”, disse a ex-voluntária.


Outro lado


Em nota enviada pela Comunna Metamorfose, o advogado de Tadeu Horta, Valmir Moraes, classifica a matéria da Folha de S. Paulo como “tendenciosa e desinformada”. Ele também afirma que Deva Nishok se dedica a 30 anos ao tantra e vai tomar as providências judiciais cabíveis.


Sobre os depoimentos, o advogado sustenta que “deveriam correr em segredo de Justiça” e ressaltou que quem perde com a cobertura é o tantra.


A defesa também informou que Deva Nishok não se dedica a atendimentos há anos, “se limitando apenas aos seus livros e ao papel de facilitador nos workshops livres”.


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