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Estado de Minas

Defesa Civil define datas para simulados em Santa Bárbara e São Gonçalo do Rio Abaixo

Segundo a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec), por meio do tenente-coronel Flávio Godinho, as atividades serão nos mesmos moldes do treinamento que ocorreu nessa segunda em Barão de Cocais


postado em 26/03/2019 18:42

(foto: Leandro Couri/EM/D.A Press)
(foto: Leandro Couri/EM/D.A Press)

 

Em reunião de duas horas realizada na tarde desta terça-feira (26), a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec) definiu as datas dos próximos simulados de evacuação que deverão acontecer em Minas Gerais. Segundo o tenente-coronel Flávio Godinho, coordenador-adjunto da Cedec, Santa Bárbara, na Região Central do estado, recebe a atividade nesta sexta-feira, às 15h. No mesmo horário, na quarta-feira da semana que vem (3), São Gonçalo do Rio Abaixo, no mesmo território administrativo, recebe a medida preventiva.


A programação ficou definida em reunião de aproximadamente duas horas entre o órgão estadual, as prefeituras de São Gonçalo do Rio Abaixo e Santa Bárbara e a mineradora Vale. A empresa é responsável pela Barragem Sul Superior, situada na Mina de Gongo Soco. Em caso de rompimento, os rejeitos da represa atingiriam as duas cidades do treinamento, além de Barão de Cocais, onde o barramento está localizado.


Nessa segunda-feira, no primeiro treinamento preventivo, cerca de 3,6 mil moradores da Zona de Segurança Secundária (ZSS) de Barão de Cocais foram às ruas. A adesão da população, embora tenha sido grande, ficou muito abaixo da expectativa.


Segundo autoridades de segurança, aproximadamente 60% do público-alvo, 6 mil pessoas, se interessaram pela atividade. O objetivo da Defesa Civil, nos próximos dias, é contatar quem não participou.


Quanto ao tempo, o simulado durou 32 minutos. A pessoa que mais demorou a chegar a um dos sete pontos de encontro gastou 10 minutos. A lama levaria 1h12 para atingir a ZSS de Barão de Cocais.


Em caso de vazamento, Sul Superior despejaria aproximadamente 4,8 milhões de metros cúbicos sobre as comunidades próximas. A catástrofe também afetaria o Rio São João, o que contaminaria a Bacia do Rio Doce, já arrasada pela tragédia da Barragem de Fundão, em Mariana, há mais de três anos.


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