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Estado de Minas

Mortes suspeitas por dengue quase dobram em uma semana em Minas

Em sete dias, os óbitos de pessoas com sintomas da doença saltaram de quatro para sete. Já são mais de 23,8 mil notificações da enfermidade neste ano


postado em 19/02/2019 14:57 / atualizado em 19/02/2019 15:20

Arcos é uma das cidades que vem sofrendo com a doença(foto: Prefeitura de Arcos/Divulgação )
Arcos é uma das cidades que vem sofrendo com a doença (foto: Prefeitura de Arcos/Divulgação )

A dengue não dá trégua em Minas Gerais. A cada semana, os números de casos prováveis da doença aumentam rapidamente. Já são 23,8 mil notificações. O número de mortes suspeitas quase dobrou nos últimos sete dias, saltando de quatro para sete. A Secretaria de Estado de Saúde (SES/MG) alerta que as características da enfermidade neste ano já seguem a de períodos epidêmicos.

A comparação dos números de casos prováveis da doença, que engloba os confirmados e suspeitos, mostra como a dengue vem forte em 2019. Até essa segunda-feira, foram computados 23.893 notificações. Para se ter ideia, nos dois primeiros meses de 2016 e 2017, o estado não teve mais do que 9 mil registros da doença.

Os óbitos suspeitos também continuam crescendo. Já são sete pessoas que morreram com sintomas da doença. Exames estão sendo analisados para detectar qual foi a causa do óbito. No ano passado, foram nove mortes confirmadas pela doença. Outras 14 ainda seguem em investigação.

As características da dengue mostram que a população mineira deve intensificar os cuidados para combater o mosquito Aedes aegypti. Em três em três anos, há epidemia da enfermidade. A última delas, a considerada a mais intensa, aconteceu em 2016. Na época, mais de 519 mil notificações foram registradas no estado.

“A SES-MG esclarece que um registro maior de casos é esperado para este período (meses quentes e chuvosos) devido à sazonalidade da doença. Dessa forma, o estado está em situação de alerta para esse aumento no número de casos das doenças transmitidas pelo Aedes (dengue, chikungunya e zika)”, informou a pasta.

A Secretaria afirma que já detectou um aumento de casos em 2019 em relação aos anos anteriores. “O número de casos em 2019 ultrapassou o número de casos registrados em anos não epidêmicos. Até o momento, 2019 segue a tendência de anos epidêmicos, no entanto, com menor intensidade que as duas últimas epidemias”, finalizou.


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