Publicidade

Estado de Minas

Ibama desmonta quadrilha que exportava madeira nobre ilegalmente

Em Minas, dois homens foram alvos durante a operação 'Do Re Mi', que investigou comércio ilegal de madeiras usadas na fabricação de instrumentos musicais; multas ultrapassaram R$ 250 mil


postado em 29/10/2018 19:05 / atualizado em 29/10/2018 20:21

Pau-brasil: madeira nobre enche os olhos de quem opera no comércio ilegal para fabricação de instrumentos musicais(foto: Rodrigo Clemente - (18/10/2016))
Pau-brasil: madeira nobre enche os olhos de quem opera no comércio ilegal para fabricação de instrumentos musicais (foto: Rodrigo Clemente - (18/10/2016))

 

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) desencadeou a operação “Do Re Mi”, com intuito de coibir o comércio ilegal de madeira nobre em Minas Gerais, São Paulo e Espírito Santo. Em Minas, os alvos foram dois sócios: Rodrigo Moreira e Ângelo Sálvio. O primeiro deles, inclusive, tem histórico no ramo desde 2007.


A força-tarefa alcançou empresários envolvidos na exportação de madeiras nobres, como jacarandá rosa (Jacaranda mimosifolia) e pau-brasil (Paubrasilia echinata). As espécies, apesar de ameaçadas de extinção, são próprias para a fabricação de instrumentos musicais. As duas árvores constam no anexo I da Convenção sobre Comércio Internacional das Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção (Cites).


Em Minas Gerais, no total, foram aplicadas multas no valor de R$ 256.804,22. Além disso, o Ibama apreendeu 19 maquinários de serraria (serras de fita, circular, furadeira, lixadeira, desengrosso, esmeril, plainas etc.); 82 metros cúbicos de madeira de jacarandá da Bahia (Dalbergia nigra); e 0,02 metros cúbicos de pau-brasil. Os materiais foram guardados pelas Prefeituras de Matozinhos (Central) e Luisburgo (Zona da Mata).


.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade