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Estado de Minas

Golpe do falso emprego faz quase 50 vítimas na Grande BH

Pessoas com poucas condições financeiras eram induzidas a pagar por curso que garantiria vaga de emprego. Até o momento, três pessoas foram presas


postado em 26/10/2018 09:34 / atualizado em 26/10/2018 13:23

Caso é investigado pela Delegacia de Polícia Civil de Igarapé, na Região Metropolitana de Belo Horizonte(foto: Prefeitura de Igarapé/Divulgação)
Caso é investigado pela Delegacia de Polícia Civil de Igarapé, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (foto: Prefeitura de Igarapé/Divulgação)


A Polícia Civil de Igarapé, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, investiga um golpe contra pessoas que buscam entrar no mercado de trabalho no estado. Até o início da tarde sexta-feira, 47 vítimas foram identificadas e vem sendo ouvidas pela corporação na delegacia do município. O prejuízo contabilizado até o momento é de R$ 12 mil. 

De acordo com a Polícia Civil, uma quadrilha induzia pessoas humildes a comprarem cursos de capacitação profissional com a garantia de uma vaga de emprego ao final do processo, o que não ocorria. Para captar as vítimas, eles usavam nomes de redes de lojas e empresas de telemarketing conhecidas. As pessoas identificadas até o momento são de Igarapé, Betim e São Joaquim de Bicas. 

Por meio da assessoria de imprensa, o delegado Edmar Henrique Cardoso explicou que o grupo atuava a pelo menos três meses em uma sede em Igarapé. As primeiras denúncias davam conta que as pessoas eram abordadas por meio das redes sociais e deixavam o telefone de contato para que fossem acionadas posteriormente. Quem confirmava o curso, recebia login e senha para realizar as aulas à distância. No entanto, algumas pessoas conseguiam acessar a página, e outras não. 

Vítimas que desistiram do curso tentaram reaver o dinheiro, mas foram informadas que os valores já haviam sido repassados à empresa que desenvolvia o curso. Assim, elas procuraram a Polícia Civil para descobrir se havia uma forma de ressarcimento. 

Durante o levantamento, os investigadores procuraram as empresas que ofereceriam as supostas vagas, mas foi apurado que elas não tinham vínculo com o grupo que oferecia os cursos. Considerando comprovantes de depósito apreendidos em Igarapé, eles conseguiram arrecadar R$ 12 mil no período entre 11 e 19 de outubro. 

Na última sexta-feira, 19, dois homens e uma mulher foram presos, autuados em flagrante por estelionato. Um deles é apontado como chefe do grupo criminoso. Nessa quinta-feira, uma outra suspeita se apresentou em uma delegacia, foi ouvida e liberada. Outras seis pessoas estão sendo investigadas por participação no esquema. Os nomes dos envolvidos ainda não foram divulgados. 

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