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Estado de Minas

Pela quarta vez nesta semana, banheiro de universidade é pichado com frase discriminatória

Pichação foi no campus Pampulha da UFMG, em Belo Horizonte. Além da frase, foi desenhada uma suástica, o símbolo do nazismo, e uma bandeira do Brasil


postado em 19/10/2018 22:26 / atualizado em 19/10/2018 22:46

(foto: Marcílio Lana / UFMG )
(foto: Marcílio Lana / UFMG )
Um dos banheiros masculinos do prédio do Centro de Atividades Didáticas 3 (CAD3), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), no campus Pampulha, foi pichado com a frase “faculdade é coisa séria, para poucos”, além de um desenho de uma suástica, símbolo nazista. A pichação ainda é seguida de uma bandeira do Brasil e um “B17”, em referência ao candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSL).

Em nota divulgada nesta sexta-feira, a reitora da instituição, Sandra Regina Goulart, e o vice-reitor Alessandro Fernandes Moreira repudiaram as frases fichadas. “A UFMG não pode aceitar que manifestações de intransigência e autoritarismo se voltem contra o bem comum e o interesse coletivo, o respeito à diversidade e aos direitos humanos, ideais caros a uma universidade democrática e republicana”, afirmaram os dirigentes.

Manifestações parecidas também foram registradas em outras instituições de ensino superior de Minas Gerais:

Uberlândia
(foto: Reprodução/Facebook)
(foto: Reprodução/Facebook)
Na quarta-feira, um caso de racismo abalou a comunidade científica da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), no Triângulo Mineiro. Durante o X Congresso Brasileiro de Pesquisadores Negros (Copene), uma frase com os dizeres "pretaiada (sic) vai voltar pra senzala" foi pichada em um banheiro da instituição. 
A reação dos pesquisadores presentes ao congresso aconteceu de maneira imediata. De acordo com a UFU, assim que soube da ofensa, a delegação do encontro procurou a direção da universidade, que “se manifestou prontamente contra o ato”. Em nota de repúdio, a UFU classificou o caso como “grave ato de racismo”. Por isso, a instituição informou que acionou a Polícia Federal (PF) para apurar o caso. 

Juiz de Fora

(foto: Reprodução/ Redes Sociais)
(foto: Reprodução/ Redes Sociais)
Na terça-feira, um dos banheiros da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) também sofreu pichações homofóbicas. Na ocasião, foram pichadas frases como “morte aos gays” e “morte aos viados” com mais de um tipo de grafia de caneta, o que indica que foram escritas por mais de uma pessoa. Além disso, também foram encontrados desenhos da suástica.

Em nota, a reitoria da UFJF afirmou que ”repudia, de forma veemente, as ações de intolerância e violência que têm sido a marca de setores da sociedade que não aceitam a igualdade, a diversidade e a racionalidade”. Destaca ainda que “as ações da UFJF se pautam pela defesa e fortalecimento dos mais profundos valores democráticos. Resistir ao retrocesso e à barbárie é uma tarefa essencial de uma instituição que tem como missão a formação cidadã e profissional e o desenvolvimento da ciência pautados no conhecimento crítico e humanista”.

Alfenas


Na sexta-feira passada, foi a vez da Universidade Federal de Alfenas (Unifal), no Sul de Minas. No local, um autor escreveu que “lugar do preto é senzala”, novamente nos banheiros. O responsável também fez alusão ao presidenciável Jair Bolsonaro. 
 

*Estagiário sob supervisão da subeditora Regina Werneck

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