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Estado de Minas

PM faz ocorrência contra médico do João XXIII que não compareceu ao plantão

Militares acompanhavam vítima de lesão corporal e estranharam demora no atendimento, quando descobriram que cirurgião-geral estava em casa. Médico alegou falta de condições de higiene no hospital


postado em 12/10/2018 15:32 / atualizado em 12/10/2018 16:18

Demora no atendimento no João XXIII (Foto) fez militares desconfiarem da situação(foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A PRESS - 02/01/2018)
Demora no atendimento no João XXIII (Foto) fez militares desconfiarem da situação (foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A PRESS - 02/01/2018)
Um médico do Hospital João XXIII foi alvo de um boletim de ocorrência na madrugada de hoje por prevaricação, que acontece quando um funcionário público retarda, pratica indevidamente ou deixa de praticar seu ato de ofício.

Segundo a Polícia Militar, que fez o boletim contra o médico, policiais chegaram ao hospital de madrugada acompanhando uma pessoa vítima de lesão corporal, que precisaria de procedimentos como tomografia, raio-x e sutura.

A demora no atendimento fez os policiais procurarem por informações, quando eles ouviram de enfermeiros que o médico cirurgião-geral que deveria estar de plantão no hospital não se encontrava e que aquela era uma situação que já tinha se repetido outras vezes.

Os militares, então, fizeram contato com o coordenador do plantão, que informou desconhecer a ausência do médico. O próprio médico ausente também foi acionado, mas continuou sem aparecer. Cinquenta minutos depois, os policiais fizeram novo contato com o coordenador do plantão e por volta das 6h20 o médico apareceu no hospital.

Para os policiais ele disse que o João XXIII não oferecia condições mínimas de higiene pessoal e por isso preferiu ficar em casa, comparecendo quando foi solicitado. Ele foi levado pela PM à Central de Flagrantes II da Polícia Civil, para se explicar ao delegado de plantão. Segundo a Polícia Civil, foi lavrado um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) sobre o caso. O médico foi ouvido e liberado e vai responder pela prática do crime de prevaricação.

A Fundação Hospitalar de MInas Gerais (Fhemig) informou que as direções da Fhemig e do Hospital João XXIII vão abrir sindicância para apurar o caso e tomar as medidas cabíveis de acordo com o que for apurado.

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