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Estado de Minas

Tratamento da água da Lagoa da Pampulha deve ser retomado no início de outubro

Para renovação dos serviços faltam alguns detalhes, que devem ser resolvidos ainda nesta semana. Assunto foi discutido nesta segunda-feira em audiência pública na Câmara Municipal de Belo Horizonte


postado em 24/09/2018 18:24 / atualizado em 24/09/2018 18:35

Nata verde e mau cheiro retornaram à Lagoa da Pampulha nos últimos meses(foto: Paulo Filgueiras/EM/D.A Press)
Nata verde e mau cheiro retornaram à Lagoa da Pampulha nos últimos meses (foto: Paulo Filgueiras/EM/D.A Press)

O processo de limpeza da água da Lagoa da Pampulha, um dos cartões-postais de Belo Horizonte, deve ser retomado ainda nesta semana. Essa é a expectativa da Prefeitura, que pretende assinar o contrato com Consórcio Pampulha Viva até sexta-feira. A empresa é a mesma que desenvolveu entre abril de 2016 e março de 2018 o tratamento da água do lago urbano. O assunto foi novamente debatido na Câmara Municipal nesta segunda-feira.  

O contrato de limpeza da água da Lagoa da Pampulha se encerrou em março deste ano, depois de dois anos. Em pouco tempo, o mau cheiro e uma nata verde tomaram conta do lago. Para renovação dos serviços faltam alguns detalhes, que devem ser resolvidos ainda nesta semana. “A Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura informa que a assinatura do contrato para o serviço de tratamento da qualidade de água da Lagoa da Pampulha depende da apresentação de parte da documentação necessária, por parte da empresa contratada”, informou, por meio de nota.

Os trabalhos devem ser retomados assim que o contrato fora assinado. “ A expectativa é de que ainda neste mês, conforme a regularização dos documentos, a assinatura seja realizada e os trabalhos tenham início imediato |à publicação do contrato”, afirma a Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura.

A recontratação da empresa terá custo de R$ 16 milhões. A prefeitura dispensou licitação para a recontratação, sob o argumento de que já existe um resultado favorável à represa comprovado pela empresa em questão e abrir novo edital poderia significar a possibilidade de outro tipo de tratamento, ainda sem eficácia comprovada, ser escolhido.

O tratamento da água da Pampulha aconteceu nos últimos dois anos e vai continuar acontecendo com o objetivo de manter cinco índices que medem a poluição na represa dentro do que o Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) reconhece como classe 3. Esse enquadramento é o necessário para que as águas do lago possam receber, por exemplo, esportes náuticos, mas isso só poderá acontecer se um dia houver regulamentação para as práticas esportivas. Recentemente, o prefeito Alexandre Kalil descartou essa possibilidade, tratando como mentira esse tipo de promessa. Kalil defendeu que a Pampulha só terá o problema da poluição completamente resolvido quando 100% do esgoto que é produzido nas regiões de BH e Contagem que contribuem para a bacia da lagoa estiver interceptado.

Censo dos jacarés


A empresa que vai ficar responsável pelo censo dos jacarés que vivem no entorno da Lagoa Pampulha deverá ser escolhida nesta semana.  A Secretaria Municipal de Meio Ambiente marcou  para 27 de setembro o pregão eletrônico para a contração. A meta dos trabalhos é estabelecer a quantidade, a idade dos indivíduos, a espécie, os locais de reprodução e a interação com o meio ambiente. A previsão é que os trabalhos sejam concluídos até o início de 2019.  

A escolha da empresa estava marcada para acontecer no dia 11 deste mês. Mas, segundo a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, a data teve que ser alterada “devido adequação da agenda do Setor”. Os interessados em participar do pregão eletrônico ainda podem enviar as propostas. Elas serão abertas 8h do dia 27.

O projeto para a contagem dos jacarés que vivem no entorno da Lagoa da Pampulha foi divulgado pela Prefeitura em agosto deste ano. A contagem será feita por meio de observação e imagens. Os locais em que as aparições forem mais frequentes serão mapeados por GPS. Segundo a secretaria, serão realizadas caminhadas no entorno do reservatório para localizar os locais onde os répteis vivem.  Além disso, barcos serão utilizados para ir a locais que não dão para seguir a pé.  No período noturno, equipes vão circular pela orla e parar em locais estratégicos. Um holofote será usado para possibilitar a identificação dos olhos dos animais e a contagem.

Os dados coletados serão usados para fazer um diagnóstico com a finalidade de preservação ambiental, além de estabelecer cuidados com animais e pessoas. O levantamento também deve ajudar a viabilização de outro sonho de moradores da cidade e visitantes: o retorno dos esportes náuticos às águas da Pampulha.

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