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Estado de Minas

Corpo de Bombeiros vistoria mais de 300 museus de Minas Gerais hoje

Militares percorrem instituições no estado para verificar itens e documentação para prevenção de incêndios. Iniciativa faz pate da força-tarefa criada pelo estado na semana passada


postado em 10/09/2018 10:05 / atualizado em 10/09/2018 10:12

Bombeiros vistoriam projetos de segurança contra incêndio e pânico nos museus do estado(foto: Paulo Filgueiras/EM/DA Press)
Bombeiros vistoriam projetos de segurança contra incêndio e pânico nos museus do estado (foto: Paulo Filgueiras/EM/DA Press)


O Corpo de Bombeiros de Minas Gerais realiza, nesta segunda-feira, uma vistoria em cerca de 350 museus do estado. A ação já faz parte da força-tarefa criada pelo governo na semana passada para verificar as condições dos equipamentos culturais e orientar sobre prevenção a incêndios. 

Em Belo Horizonte, entre os imóveis vistoriados estão o Museu de Artes e Ofícios, na Praça da Estação, Palácio das Artes, os museus do Circuito Liberdade, o Museu de Ciências Naturais da PUC Minas, entre outros. 

Segundo o tenente Pedro Aihara, do Corpo de Bombeiros, os militares vão conferir o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) dos imóveis, hidrantes, sinalização e iluminação de emergência, presença e validade dos extintores de incêndio, alarmes, hidrantes, tudo que é necessário para dar segurança aos frequentadores dos locais. 

“Para agilizar essa questão de ter um panorama fidedigno de como estão os museus hoje, estamos fazendo essa operação em todo o estado em que a gente consegue atualizar exatamente em que estágio que está, em que nível de regularização que cada edificação está”, explica o militar. “Essas informações são gerenciadas por uma sala de situação que contempla 11 órgãos, desde o Corpo de Bombeiros a órgãos responsáveis por patrimônio histórico e a partir disso as medidas vão sendo tomadas. A sala de situação e a força tarefa existem justamente para agilizar esse processo. Identificou a irregularidade, o Iepha (Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais) já toma conhecimento, o responsável pelo museu já toma conhecimento, e a gente consegue sanar esse problema com uma celeridade maior”, detalha o tenente Aihara. 

A força-tarefa foi criada por meio de um decreto em 6 de setembro.  O grupo de trabalho terá 60 dias para apresentar um relatório e entregar o documento ao governador Fernando Pimentel. Entre as atribuições do grupo, está a adoção de medidas imediatas de prevenção aos riscos contra o patrimônio cultural e equipamentos públicos do estado, além de emitir relatórios, levantar dados, apresentar conclusões, propor medidas emergenciais e recomendar a elaboração de projetos de segurança contra incêndio e pânico.

Vistoria dos bombeiros no Museu de Artes e Ofício, na Praça da Estação, Centro de BH(foto: Paulo Filgueiras/EM/DA Press)
Vistoria dos bombeiros no Museu de Artes e Ofício, na Praça da Estação, Centro de BH (foto: Paulo Filgueiras/EM/DA Press)


O decreto ainda abre possibilidades para a entrada de outras instituições na força-tarefa. Veja lista dos órgãos que inicialmente compõem o grupo:

  • Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais – CBMMG
  • Secretaria de Estado de Cultura – SEC
  • Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável – Semad
  • Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas – Setop
  • Gabinete Militar do Governador – GMG – por meio de sua Coordenadoria Estadual de Defesa Civil
  • Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais – Iepha
  • Companhia de Saneamento de Minas Gerais – Copasa
  • Companhia Energética de Minas Gerais – Cemig
  • Fundação Clóvis Salgado – FCS
  • Fundação de Arte de Ouro Preto – Faop
  • Conselho Estadual de Patrimônio Cultural – Conep

A iniciativa veio quatro dias depois do incêndio que destruiu o Museu Nacional na Quinta da Boa Vista, Rio de Janeiro. O imóvel foi residência da família real no século 19 e abrigava 20 milhões de itens, entre eles o crânio de Luzia, o fóssil mais antigo encontrado no continente americano, com 12 mil anos. Ele foi achado em Minas Grais.  “Com essa tragédia, como a população está muito receosa de frequentar esse tipo de ambiente, a gente está fazendo essa operação com focos nos museus para que as pessoas tenham tranquilidade e não precisem ter esse tipo de receio”, pontuou o tenente Pedro Aihara. 

(Com informações de Guilherme Paranaíba)

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