Publicidade

Estado de Minas

Prefeitura vai retomar tratamento da água da Lagoa da Pampulha

Serviço que foi feito durante dois anos será retomado após encerramento do contrato, que chegou ao fim em março deste ano. Administração municipal vai recontratar empresa que fez o trabalho


postado em 05/09/2018 11:40 / atualizado em 05/09/2018 13:48

Nata verde de poluição toma conta do entorno do Museu de Arte da Pampulha(foto: Paulo Filgueiras/EM/DA Press )
Nata verde de poluição toma conta do entorno do Museu de Arte da Pampulha (foto: Paulo Filgueiras/EM/DA Press )

Depois de cinco meses de encerramento do contrato que garantiu por dois anos o uso de dois produtos para reduzir os níveis de cinco índices que medem a poluição na Lagoa da Pampulha, a Prefeitura de Belo Horizonte vai retomar esse procedimento. A decisão foi publicada no Diário Oficial do Município (DOM) desta quarta-feira e anunciada pelo prefeito Alexandre Kalil e pelo secretário de Obras e Infraestrutura Josué Valadão, que visitaram na manhã de hoje as obras de urbanização das vilas São Tomás e Aeroporto, no limite das regiões Norte e Pampulha. 

Segundo Valadão, a PBH desenvolveu um parecer técnico e jurídico para declarar a inexigibilidade de licitação para recontratar o Consórcio Pampulha Viva por mais um ano, mesma empresa que conduziu o processo de abril de 2016 a março de 2018. Valadão admitiu pela primeira vez que os cinco meses decorridos entre o fim do uso dos produtos para limpeza do espelho d'água fez com que os cinco parâmetros medidos para enquadrar a água da Pampulha na Classe 3 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) extrapolassem esse limite, principalmente para o nível do fósforo, que puxou os demais medidores.

Por outro lado, o secretário disse que esse tempo foi necessário para que a PBH desenvolvesse um parecer bem embasado, que permita a continuidade do tratamento que já foi licenciado pelo Ibama e já tem a efetividade comprovada. Do contrário, ele disse que uma nova licitação poderia prever outras formas de tratamento não comprovadas, complicando ainda mais o andamento da limpeza do espelho d'água da lagoa. A expectativa é que ainda esse mês os trabalhos voltem a ser realizados na lagoa, completando a trinca de atividades que fazem parte de uma espécie de condomínio da lagoa: retirada de lixo, desassoreamento do lago e limpeza do espelho d'água com o uso de biorremediadores. 

Enquanto no contrato anterior foram gastos cerca de R$ 18 milhões por ano, na nova contratação a PBH conseguiu reduzir o gasto por ano para R$ 16 milhões exclusivos para o serviço de aplicação de produtos para reduzir a poluição, sem contar os gastos de remoção de lixo sólido e retirada de sedimentos do fundo do lago urbano.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade