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Estado de Minas

Estudantes do interior têm aulas em pontos turísticos de Belo Horizonte

Três mil alunos do ensino médio e 260 professores participam dos Diálogos Abertos com a Capital. No programa, pontos da cidade viram sala de aula e são explorados pelos alunos enquanto aprendem conteúdos das disciplinas


postado em 05/09/2018 06:00 / atualizado em 05/09/2018 08:05

Estudantes do interior visitam o Cemitério do Bonfim, o mais antigo de Belo Horizonte, em aula de história sobre a formação da cidade, e assistem a concerto didático da Filarmônica, na Sala Minas Gerais (abaixo) (foto: Edésio Ferreira/EM/DA Press )
Estudantes do interior visitam o Cemitério do Bonfim, o mais antigo de Belo Horizonte, em aula de história sobre a formação da cidade, e assistem a concerto didático da Filarmônica, na Sala Minas Gerais (abaixo) (foto: Edésio Ferreira/EM/DA Press )

 

Três mil estudantes do 1º e 2º anos do ensino médio do interior de Minas estão em Belo Horizonte, onde participam do projeto Diálogos Abertos com Capital. Eles são acompanhados por 260 professores, que representam 62 das 79 escolas públicas estaduais que abrigam a modalidade de Educação Integral e Integrada. Outras 17 escolas da região metropolitana participarão do projeto em outra ocasião. Durante três dias eles visitarão os principais espaços públicos e turísticos de BH, onde assistirão a aulas de todos os conteúdos curriculares.

Não se trata de uma excursão, mas da exploração dos pontos da cidade transformados em salas de aula, fazendo a interlocução do que se tem a ensinar de forma acadêmica e o município como território, explica a coordenadora de Educação Integral e Integrada da Secretaria de Estado de Educação, Cecília Resende Alves, para quem a construção da proposta foi muito rica: “Buscamos o que há na cidade que dialogue com esses conteúdos e selecionamos, entre outros, o conjunto arquitetônico de Niemayer e suas curvas, com a matemática, o Parque Ecológico da Pampulha, que tem uma estação de tratamento de esgoto em diálogo com a química da transformação do lixo, a Serra do Curral, como patrimônio geográfico, o Cemitério do Bonfim, o mais antigo de Belo Horizonte, um museu a céu aberto de história da formação da cidade, da hierarquização de sua construção e dos poderes a partir de sua construção”.

A iniciativa atende à matriz curricular do Ensino Médio Integral em Minas Gerais que trás o componente chamado “Diálogos Abertos com a Cidade”, cujo propósito é convidar os estudantes a sair por suas cidades observando problemas, desafios e potencialidades e, como isso, se identificarem com conteúdos das diversas áreas do saber. Segundo a subsecretária do ensino básico da secretaria, Augusta Mendonça, entre os 13.600 alunos matriculados na Educação Integral, 5 mil não conheciam a capital e alguns professores também não. “Então resolvemos realizar um processo de formação desses professores em serviço (durante as aulas), junto à experimentação com os estudantes, ao apresentar esses diálogos abertos com a capital”.

(foto: Edésio Ferreira/EM/DA Press )
(foto: Edésio Ferreira/EM/DA Press )


Durante os três dias eles visitam e assistem a aulas em espaços próprios localizados no Parque Ecológico e Fundação Zoobotânica – Zoológico; Parque das Mangabeiras; Circuito Liberdade: Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa, Museu Mineiro, Centro Cultural Banco do Brasil, Conjunto Arquitetônico da Pampulha e Concertos Didáticos Filarmônica – Sala Minas Gerais.

A proposta pedagógica do Ensino Médio em Tempo Integral tem por base a ampliação da jornada escolar – com nove horários diários, que representam 45 horas-aula semanais – e a formação dos estudantes, tanto nos aspectos cognitivos quanto nos socioemocionais. O currículo é constituído de duas partes – formação básica, que compreende as temáticas de cada área do conhecimento da Base Nacional Curricular Comum – Língua Portuguesa, Matemática, Artes, Educação Física, entre outras disciplinas; e flexível, que é composta por campos de integração, que devem proporcionar ao jovem a interlocução entre as áreas de conhecimento, os conhecimentos científicos, suas experiências pessoais e outras atividades que enriqueçam a sua formação e atuação/intervenção na sociedade.

Os campos de integração podem ser de “Cultura, Artes e Cidadania”; “Múltiplas Linguagens, Comunicação e Novas Mídias”; e “Pesquisa e Inovação Tecnológica”. A elaboração do currículo considera a realidade e especificidade de cada uma das escolas participantes. Os estudantes também podem participar de cursos técnicos profissionalizantes, que são oferecidos nessas instituições.

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