Publicidade

Estado de Minas

Casos suspeitos de malária ligam o alerta em Minas Gerais

Doença é causada por parasitas e que pode levar a morte se o tratamento não for iniciado em 48 horas após o início dos sintomas. Neste ano, 20 casos importados foram confirmados no estado


postado em 22/08/2018 15:38 / atualizado em 22/08/2018 22:37

Os sintomas da malária são febre alta, calafrios, tremores, sudorese e dor de cabeça, que podem ocorrer de forma cíclica(foto: Reprodução/Pixabay)
Os sintomas da malária são febre alta, calafrios, tremores, sudorese e dor de cabeça, que podem ocorrer de forma cíclica (foto: Reprodução/Pixabay)
O avanço de mais uma doença pela Região Sudeste do país liga o alerta das autoridades de saúde de Minas Gerais. Municípios do Espírito Santo vivem um surto de malária – doença causada por parasitas e que pode levar a morte se o tratamento não for iniciado em 48 horas após o início dos sintomas. No território mineiro, 20 casos foram confirmados neste ano, mas todos importados. Porém, outras cinco notificações suspeitas estão em investigação.

Boletim epidemiológico divulgado nesta quarta-feira pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) mostra que os casos suspeitos estão concentrados na Regional de Saúde de Governador Valadares, na Região do Rio Doce. Foram três notificações em Mantena, outra em Conselheiro Pena, e mais uma em Galiléia. Os materiais genéticos dos pacientes com suspeita da doença estão seno analisados no laboratório da faculdade de medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Segundo a SES, as notificações foram registradas a partir de 17 de agosto. “Nenhum dos casos apresentou sinais de gravidade, sendo que não foram registrados óbitos. Atualmente, os casos encontram-se em investigação, que inclui a realização detalhada de diagnóstico laboratorial para verificar a presença do parasito”, informou a pasta. A investigação epidemiológica dos casos indicam uma estreita ligação com as atividades econômicas realizadas na região, como cafeicultura e extração de pedras.

Nesta época do ano, há um grande fluxo de pessoas de Minas Gerais que trabalham no Espírito Santo na colheita de café. Os casos suspeitos são de moradores que fazem essa migração. O estado capixaba tem 137 casos confirmados da doença.

Assim que houve a comunicação dos casos suspeitos no Espírito Santo, a SES/MG informou que enviou um alerta para todas as unidades regionais. Foram realizadas visitas em Mantena e Nova Belém, que fazem divisa aos municípios capixabas que estão com surto da enfermidade. Nas áreas de risco, foram distribuídos repelentes, para prevenção dos insetos transmissores da doença.

A doença


A malária é mais uma doença transmitida por insetos. A transmissão é por meio da picada da fêmea do mosquito  Anopheles, infectada por Plasmodium, um tipo de protozoário. “Estes mosquitos são mais abundantes ao entardecer e ao amanhecer. Todavia, são encontrados picando durante todo o período noturno, em menor quantidade. A malária não é uma doença contagiosa. Ou seja, uma pessoa doente não é capaz de transmitir a doença diretamente a outra pessoa. É necessário o vetor para realizar a transmissão. Apenas as fêmeas de mosquitos do gênero Anopheles são capazes de transmitir a malária”, informou a SES/MG.

Os sintomas da malária são febre alta, calafrios, tremores, sudorese e dor de cabeça, que podem ocorrer de forma cíclica. Alguns pacientes podem ter, ainda, náuseas, vômitos, cansaço e falta de apetite. Em seu estágio mais grave, a doença provoca aparecimento de um ou mais destes sintomas: prostração, alteração da consciência, dispnéia ou hiperventilação, convulsões, hipotensão arterial ou choque, hemorragias, entre outros sinais. “O tratamento deve ser iniciado imediatamente após o início dos sintomas, uma vez que o atraso está associado a um maior risco de gravidade e óbito. O tratamento indicado depende de alguns fatores, como a espécie do protozoário infectante; a idade do paciente; condições associadas, tais como gravidez e outros problemas de saúde; além da gravidade da doença”, alertou a Secretaria. O tratamento é oferecido em todas as unidades do Sistema Único de Saúde (SUS).

Surto recente


Minas Gerais passou por um surto recente da doença. Em dezembro de 2016, seis pessoas contraíram malária no garimpo de Areinha, no município de Diamantina, no Vale do Jequitinhonha. O surto levou a Secretaria de Estado de Saúde (SES) a tomar medidas preventivas e a emitir alerta para outras cidades.


Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade